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Correio da Manhã

Política
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SER CANDIDATO 'NÃO LEMBRA AO CARECA'

Dois ministros foram ontem o alvo da crítica habitual na TVI de Marcelo Rebelo de Sousa ainda que por razões diferentes. José Luís Arnaut mereceu um comentário irónico sobre o seu apoio à candidatura do professor nas eleições europeias.
11 de Agosto de 2003 às 00:00
Marcelo Rebelo de Sousa fez o rescaldo dos incêndios
Marcelo Rebelo de Sousa fez o rescaldo dos incêndios FOTO: Jorge Godinho
"Isto não lembra ao careca". Foi assim que Marcelo respondeu à possibilidade de ser cabeça de lista à Europa.
O professor lembrou que "num momento em que o País atravessa uma crise por causa dos incêndios", o ministro Adjunto de Durão Barroso vem a terreiro apoiar uma candidatura sua (de Marcelo) às europeias, ainda por cima a reboque do líder da distrital do PSD/Lisboa, António Preto. "Não é original", sustentou, para depois voltar a atacar Arnaut considerando que o lançar de nomes - que não acompanharam os trabalhos da Convenção - "não existe em política séria".
As declarações "infelizes" do ministro do Ambiente, Amílcar Theias, sobre a alegada incúria dos ex-combatentes nos incêndios, não deixam dúvidas ao ex-líder do PSD. "Não tem talento para aquilo. Seria melhor para ele escolher o momento mais oportuno para sair", sublinhou.
No âmbito do combate aos incêndios, Marcelo não se coibiu de surgerir ainda aos deputados - que se reúnem em Comissão Permanente do Parlamento na quinta-feira - para evitarem a baixa política e pedirem ao Governo um "relatório global" do que se passou nas últimas semanas. Depois, em Outubro, o Parlamento e o Executivo devem tirar as ilações e avançar com as medidas a tomar, mas sempre com a devida distância dos acontecimentos.
Sobre os meios disponíveis para o combate aos fogos, Marcelo 'descobriu' que Portugal está ao nível do Magrebe. A nível político, criticou os ministros que falam nesta fase.
Como não poderia deixar de ser, Marcelo fez a avaliação da oposição, elegendo Francisco Louçã como o melhor e Ferro Rodrigues, apagado, mau gestor do processo Casa Pia. E já no final deixou a farpa a Santana Lopes "O meu comentário não é a prazo para ser candidato a nada".
PR 'FEZ O QUE TINHA A FAZER'
Referindo-se ao discurso do Presidente da República, Jorge Sampaio, na cerimónia de tomada de posse do novo Chefe do Estado-Maior do Exército, Valença Pinto, Marcelo afirmou que Sampaio "fez o que tinha a fazer". Chamou a atenção do ministro da Defesa, Paulo Portas, para os problemas das Forças Armadas, "encerrando uma crise (a demissão do general Silva Viegas) em beleza".
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