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Correio da Manhã

Política
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Sindicatos sem proposta do Governo ameaçam com greve

Sindicatos da Função Pública exigem aumentos salariais entre 3 e 4% já no próximo ano.
Wilson Ledo 6 de Setembro de 2018 às 01:30
Reunião entre o Governo e sindicatos da Função e o Governo
Dirigentes da Frente Comum dos Sindicatos da Função Pública à entrada de reunião com o Governo
Reunião entre o Governo e sindicatos da Função e o Governo
Dirigentes da Frente Comum dos Sindicatos da Função Pública à entrada de reunião com o Governo
Reunião entre o Governo e sindicatos da Função e o Governo
Dirigentes da Frente Comum dos Sindicatos da Função Pública à entrada de reunião com o Governo
Os sindicatos que representam os funcionários públicos ameaçam avançar com novas greves se não forem aceites as suas exigências salariais para 2019.

A FESAP, o STE e a Frente Comum reuniram-se esta quarta-feira com o Governo, para preparar o Orçamento do Estado para 2019. As estruturas mostraram-se surpreendidas por não ter havido qualquer contraproposta do ministério de Mário Centeno.

"O Governo português tem de perceber que há dez anos não faz aumentos de salários e que deixou de ser uma referência também para o setor privado", lamentou Ana Avoila da Frente Comum, que propõe uma subida de 4% nos salários do Estado.
Já Maria Helena Rodrigues afirmou que o Governo mostrou "abertura para negociar". Contudo, o STE só aceitará um aumento mínimo de 3% em 2019.

Da FESAP vem a garantia de que não será aceite "qualquer congelamento aos salários". José Abrãao diz que a estrutura está disponível para negociar, mesmo que o valor fique em linha com a inflação, abaixo da proposta de 3,5% da FESAP.

O Governo informou esta terça-feira que serão aplicados mais 750 milhões de euros com funcionários públicos, devido aos compromissos de descongelamento de carreiras já assumidos. O gasto é 3,7% superior ao previsto para este ano de 2018. Os sindicatos dizem que tal não invalida atualizações de salário. Outras das exigências passam pela reposição de três dias de férias e a subida do subsídio de refeição para os seis euros.
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