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Correio da Manhã

Política

Sindicatos adiam resposta conjunta

Assegurados voos para Açores, Madeira, Brasil, Angola e Moçambique.
Sónia Trigueirão 23 de Dezembro de 2014 às 08:18
Estrutura de sindicatos tomou decisão numa reunião que decorreu na segunda-feira
Estrutura de sindicatos tomou decisão numa reunião que decorreu na segunda-feira FOTO: José Sena Goulão/Lusa

O Tribunal Arbitral do Conselho Económico e Social decretou os serviços mínimos para a greve convocada entre 27 e 30 de dezembro na TAP. Ontem à noite, os serviços jurídicos dos 12 sindicatos que compõem a Plataforma ainda estudavam qual a resposta a dar à delimitação dos serviços exigidos, e ainda se avançam para a apresentação de uma providência cautelar contra a requisição civil decidida pelo Governo. Fonte da Plataforma contactada pelo CM remeteu uma eventual comunicação para hoje.

Os serviços mínimos na TAP impõem a realização de todos os voos diários para os Açores, três para a Madeira, além da garantia de ligações a África (Angola e Moçambique ) e ao Brasil. Neste último caso, para o destino São Paulo, a TAP terá de assegurar um voo diário de Lisboa, de 27 a 30 de dezembro. No percurso inverso ficou estipulado um voo diário de 28 a 30 de dezembro.

Quanto às ligações para o Rio de Janeiro, haverá um voo diário de Lisboa. Quem faz a viagem Rio de Janeiro/Lisboa terá mais restrições: um voo dia 27, um no dia 29 e dois no dia 30. As ligações a Moçambique estão acauteladas nos dias 28 e 30. Todos os voos militares serão realizados, bem como os de Estado, nacionais ou estrangeiros.

Ao final da tarde de ontem, o ministro da Economia, Pires de Lima, explicou que a requisição civil decidida pelo Governo em relação à greve da TAP e os serviços mínimos decretados pelo Tribunal Arbitral são complementares. Ou seja, a requisição civil aplica-se para 70% das funções do grupo TAP e a decisão do Tribunal Arbitral vem cobrir os restantes 30% que não estavam abrangidos. Pires de Lima relembrou ainda as requisições civis decididas nos governo de Mário Soares e António Guterres.

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