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Correio da Manhã

Política
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Siza só sai do Governo se o tribunal o impuser

Costa recusa fazer mexidas no Governo e frisa que o ministro não atuou de má-fé.
Diana Ramos 28 de Maio de 2018 às 01:30
Pedro Siza Vieira
Pedro Siza Vieira
Pedro Siza Vieira
Pedro Siza Vieira
Pedro Siza Vieira
Pedro Siza Vieira
O primeiro-ministro garante que o amigo e ministro adjunto Pedro Siza Vieira só sairá do Governo se o tribunal assim o impuser. Para o primeiro-ministro, a polémica que envolve o governante é "uma tempestade num copo de água".

"A decisão do tribunal tem um significado jurídico: ou a pena é a sanção de demissão e aí ele está demitido, ou o tribunal não aplica essa sanção e não há problema nenhum", afirmou António Costa no sábado à noite, numa emissão especial do programa da SIC ‘Quadratura do Círculo’ gravada durante o congresso do PS na Batalha. Tal como já tinha acontecido no debate quinzenal, o também líder do PS frisou que a imobiliária em que Siza Vieira foi gerente durante dois meses –estando já no Governo – "não teve atividade", tendo havido uma renúncia ao cargo assim que o ministro se apercebeu da incompatibilidade. "O melhor sinal da boa-fé com que ele agiu foi ter comunicado ao Tribunal Constitucional que era gerente da empresa. Se estivesse de má-fé não o teria dito e só um dia alguém detetaria vendo o registo comercial", detalhou Costa. E assegurou ainda que aguarda "serenamente uma decisão do tribunal".

Foi José Pacheco Pereira quem puxou o caso da incompatibilidade do ministro para o debate. "Não acho que o PS esteja num bom momento", começou por dizer o ex-deputado do PSD. Depois, Pacheco Pereira debruçou-se sobre a OPA da China Three Gorges para afirmar que "o que não pode haver é conversações que não são transparentes", referindo-se a uma reunião que o ministro Siza Vieira teve com os chineses dias antes de ter sido anunciada a operação ao mercado.

Na resposta, Costa sublinhou que "o ministro não teve qualquer conversa com qualquer investidor relativamente à OPA" e que Siza Vieira "nunca foi advogado da China Three Gorges" enquanto esteve na Linklaters.

"Sócrates faz parte da história do PS", defende Costa       
O primeiro-ministro afirmou na ‘Quadratura do Círculo’ que "José Sócrates faz parte da história do PS". "Não o podemos eliminar da fotografia", sublinhou. "O que eu não faço é alargar as suspeitas sobre uma pessoa a todo um partido", atirou. Já Lobo Xavier disse que o caso Sócrates "não é o caso de um homem só". "É o caso de um homem que tinha um projeto pessoal de poder."
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