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Correio da Manhã

Política

Soares define-se como “o anti-Salazar”

O candidato a Presidente da República Mário Soares definiu-se ontem, em Coimbra, como “o anti-Salazar” que aposta numa “campanha afectiva” para regressar ao Palácio de Belém nas eleições de Janeiro.
8 de Novembro de 2005 às 00:00
No primeiro dia de acção da sua pré-campanha eleitoral, Soares deixou claro que “não vou fazer discursos com grande marketing para ter cinco minutos nos telejornais”.
No final de um almoço com dirigentes e apoiantes da sua candidatura na Baixa da cidade. o candidato afirmou que “farei uma campanha de proximidade. Interessa-me tocar as pessoas pela afectividade, por ser capaz de as unir e por acreditar em Portugal”.
Mário Soares foi bem recebido pelas pessoas com quem se cruzou à entrada para o restaurante, a escassa dezena de metros da Rua da Sofia, onde foi insultado por populares nos anos 80, quando desempenhava funções de primeiro-ministro do Governo do Bloco Central (PS-PSD).
O arranque simbólico da pré-campanha em Coimbra – a cidade “adoptiva” do adversário Manuel Alegre e onde este tem agora uma estátua, com o facto de Coimbra ser “a cidade do conhecimento”. António Arnaut, fundador do PS e ex-grão-mestre da Maçonaria Portuguesa, é mandatário de Mário Soares no concelho de Coimbra.
O candidato condenou ontem a violência que afecta Paris e outras cidades francesas, mostrando alguma compreensão pelas causas sociais que lhe deram origem.
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