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Correio da Manhã

Política
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Socialistas alargam distância do PSD

Um ano e meio após ter tomado posse, o Governo continua a recolher opinião favorável da maioria dos portugueses e, se as eleições fossem hoje, o PS sairia vencedor com 36,6 por cento dos votos, uma diferença de 7 pontos percentuais em relação ao PSD, que obteria 29,6 por cento, segundo uma sondagem CM/Aximage, realizada nos dias 6 e 7, ainda antes do pacto da Justiça.
14 de Setembro de 2006 às 00:00
Numa análise entre os meses de Outubro de 2005 e Setembro de 2006 constata-se, a avaliar pelas respostas dos inquiridos, que só em Fevereiro PS e PSD se aproximaram com apenas uma distância de 3 pontos percentuais, sempre favorável aos socialistas. O Governo completava um ano da sua eleição e os sociais-democratas preparavam mais um congresso.
E se é certo que os dois maiores partidos têm vindo a descer na intenção de voto, entre Julho e Setembro o PS aumentou a diferença face ao segundo partido mais votado. Assim, em Julho os socialistas contabilizam mais 5,7 pontos percentuais e em Agosto descolam-se ainda mais dos sociais-democratas, com 6,2 pontos percentuais. Ou seja, o primeiro-ministro conseguiu gerir um possível desgaste do Executivo. Já Marques Mendes não terá ainda capitalizado o acordo para a Justiça.
Nas notas dadas aos ministros, as Finanças e a Administração Interna, superam expectativas. São os primeiros da lista. Teixeira dos Santos alcançou o que poucos titulares das contas públicas conseguiram, uma popularidade quanto baste, com 11,6 valores, e António Costa resistiu à época de incêndios, com 11,2. Com negativa está Maria de Lurdes Rodrigues (8,8) e Correia de Campos (8,3), o último dos ministros. Em Setembro, Francisco Louçã, do BE, mantém a liderança com 11,5 valores, quase colado a Jerómino de Sousa (PCP) com 11, 1. Sócrates é o terceiro (10,2), mas Mendes não passa dos 8 valores. Contudo, sempre consegue melhores resultados que Ribeiro e Castro, com 7,3.
A CDU continua a ser a terceira força política (9,1), o BE tem 6,7, mas o CDS não passa dos 3,3 por cento.
FICHA TÉCNICA SONDAGEM
OBJECTIVO: Intenção de voto legislativo; Expectativas no Governo; Avaliação dos líderes partidários; Popularidade dos ministros; Avaliação da actuação de Cavaco Silva na Presidência da República e Militares portugueses no Líbano UNIVERSO Indivíduos inscritos nos cadernos eleitorais em Portugal em lares com telefone fixo.
AMOSTRA: Aleatória e estratificada por região, sexo, idade, actividade, instrução e voto legislativo, polietápica e representativa do universo, com 550 entrevistas telefónicas (287 a mulheres)
PROPORCIONALIDADE: A proporcionalidade pelas variáveis de estratificação é obtida com reequilibragem amostral TÉCNICA: Entrevista telefónica C.A.T.I. (Computer Assisted Telephone Interview)
TRABALHO DE CAMPO: O trabalho de campo decorreu nos dias 6 e 7 de Setembro de 2006
TAXA DE RESPOSTA: 70,5 por cento. Desvio padrão máximo de 0,021.
RESPONSABILIDADE: Aximage Comunicação e Imagem Lda., sob direcção técnica de Jorge de Sá.
APOIO À TROPA NO LÍBANO
A maioria do portugueses concorda com o envio de um contingente militar português para o Líbano integrado na missão da ONU. Segundo a sondagem CM, 51,4 por cento do inquiridos diz que concorda com o envio de militares, 40,1 por cento discorda e 8,5 por cento não tem opinião.
Já quanto à criação de um exército único europeu integrado, apenas 34,9 por cento diz que deve ser criado e 46,5 por cento entende que a União Europeia deve manter 25 exércitos europeus independentes entre si. 18,6 por cento não manifestaram opinião.
CAVACO EM MARÉ ALTA
Sete meses após ter tomado posse do cargo, os portugueses avaliam positivamente a actuação do Presidente da República.
De acordo, com a sondagem CM/Aximage, 54,9 por cento dos inquiridos consideraram que Cavaco Silva esteve bem na sua actuação nos últimos 30 dias. Apenas 7,8 por cento afirmaram que esteve mal; 17,2 por cento assim assim; e 20,1 por cento não manifestaram opinião. No índice de avaliação (resultado da sondagem transformado de modo a variar entre 0 e 20), Cavaco Silva tem 15.
Na avaliação do Presidente por voto legislativo, 71 por cento dos eleitores do PS dizem que o Presidente esteve bem, contra 56,2 por cento dos eleitores do PS, 67 por cento do CDS, 58,5 do BE e 34,0 do Bloco de Esquerda.
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