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Correio da Manhã

Política

Sócrates aconselha contenção aos ministros

O primeiro-ministro, José Sócrates, sugeriu aos restantes membros do Governo que “tomassem melhor conhecimento dos ‘dossiês’” antes de proferir declarações públicas, indicou ao CM fonte governamental.
16 de Março de 2005 às 00:00
Em resposta à alegada existência de uma “lei da rolha” ou ‘blackout’ até à aprovação do Programa de Governo, prevista para o Conselho de Ministros de amanhã, a mesma fonte explicou ao CM que “o primeiro-ministro apelou às pessoas para que não falassem sobre o vazio porque ainda teriam muito tempo”.
Sobre o mesmo assunto, fonte do gabinete de José Sócrates descreveu o referido ‘blackout’ como “totalmente inventado”, exemplificando a não existência de qualquer ordem de silêncio com as declarações do ministro da Agricultura, Jaime Silva, em Bruxelas, no final do Conselho de Ministros da Agricultura da UE.
“Amanhã [hoje], o ministro dos Negócios Estrangeiros [Freitas do Amaral] participa numa reunião em Bruxelas e provavelmente fará declarações”, acrescentou, admitindo alguma “contenção”.
De referir que, sob a liderança de José Sócrates, o silêncio tem sido regra de ouro, tanto na elaboração das listas de deputados do PS, como na constituição do Governo.
Ao admitir o aumento de impostos, o ministro das Finanças, Campos e Cunha, terá levado José Sócrates a fazer o referido apelo à “contenção, no Conselho de Ministros de segunda-feira. Já depois do apelo, à saída da tomada de posse, o secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, Amaral Tomás, voltou a não excluir um possível aumento de impostos.
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