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Correio da Manhã

Política
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Sócrates: Actual gestão do BPN “é honesta e limpa”

O primeiro-ministro fez esta sexta-feira uma separação clara entre as gestões do Banco Português de Negócios (BPN), dizendo que a privada (de Oliveira e Costa) é considerada "criminosa", e que a actual (pública) é "competente", "honesta e limpa".
7 de Janeiro de 2011 às 12:46
"Temos a estratégia de sanear o banco por forma a colocá-lo de novo no mercado", disse Sócrates
'Temos a estratégia de sanear o banco por forma a colocá-lo de novo no mercado', disse Sócrates FOTO: Vasco Neves

José Sócrates falava aos jornalistas na Assembleia da República, no final do debate quinzenal, depois de interrogado sobre a situação do BPN. 

Para o primeiro-ministro, a actual gestão do BPN, entregue pela Assembleia da República à Caixa Geral de Depósitos, "tem sido competente e capaz, lidando com uma situação muito difícil, porque o banco tinha resultados líquidos negativos na ordem dos dois mil milhões de euros".  

“O que esta administração fez foi assegurar a solvência do banco, melhorou os rácios, por exemplo ao nível dos resultados líquidos e dos custos operacionais. Mas a situação continua muito difícil no BPN, ainda por cima agravada por ser um banco muito exposto", frisou.  

Em síntese, para o líder do Executivo, a administração da CGD "tem feito o melhor que pode, uma gestão profissional, que não deve ser confundida com a gestão anterior".  

“Há duas gestões no BPN: uma antes, que era privada e considerada criminosa pelo Ministério Público; esta gestão é honesta, decente e profissional",  salientou.  

Quanto ao futuro do BPN, Sócrates disse que a estratégia do Governo "passa pela recolocação do banco no mercado".  

"Queremos minimizar todo o custo que o BPN possa ter, por forma a rentabilizar o mais possível todos os seus activos", acrescentou.  

GOVERNO MANTÉM INTENÇÃO DE VENDER BPN

Sócrates afirmou que o Governo mantém a intenção de colocar o BPN no mercado e recusou que "os inocentes" paguem pela "luta política", numa alusão às críticas de Cavaco Silva à actual administração do banco.   

"Temos a estratégia de sanear o banco por forma a colocá-lo de novo no mercado. Já tentámos fazê-lo duas vezes. Vamos insistir nessa estratégia que nos parece ser a melhor. Lá está, as condições de mercado não são muito  propícias nem favoráveis a isso, mas vamos fazê-lo", declarou o primeiro-ministro, em resposta ao líder parlamentar do PSD, Miguel Macedo.  

Miguel Macedo tinha começado por perguntar a José Sócrates qual é a dimensão do "buraco do BPN" e qual é o montante das garantias já prestadas pela actual administração, depois de uma nacionalização que já ocorreu há dois anos.  

"É absolutamente legítimo fazer estas perguntas ao Governo que tem a gestão exclusiva do BPN", argumentou Miguel Macedo.  

O primeiro-ministro deu outros números, referindo que a actual administração do BPN conseguiu um "progresso assinalável".  

Dizendo citar relatórios públicos, Sócrates sublinhou que os resultados líquidos melhoraram de Novembro de 2008 para Novembro de 2010 de 258 para 78 milhões de euros negativos e os resultados operacionais passaram de 125  milhões de euros para 172 milhões de euros.

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