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Correio da Manhã

Política
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Sócrates avisa oposição que será avaliada

O líder do PS, José Sócrates, avisou ontem, na apresentação do manifesto eleitoral para as Europeias, que não é só o Governo que será avaliado nas eleições europeias. A oposição também o será. E no acto eleitoral de 7 de Junho estão em causa também as diferenças entre esquerda e direita.

9 de Maio de 2009 às 23:03
Vital Moreira, José Sócrates, Inês de Medeiros e Almeida Santos
Vital Moreira, José Sócrates, Inês de Medeiros e Almeida Santos FOTO: Miguel A. Lopes, Lusa

A sala, no centro de congressos de Lisboa, estava composta. O secretário-geral socialista, que repetiu partes do discurso já proferido no Fórum Novas Fronteiras, lembrou ao PSD, sem o mencionar, que não é só o Governo que estará a ser avaliado no acto eleitoral. "Quero chamar a atenção desses querem discutir questões nacionais que o que estará em causa não é apenas a avaliação do Governo, é também a avaliação de uma oposição que, ao longo destes quatro anos, não foi capaz de construir nem uma alternativa, nem uma proposta, nem uma ideia que os portugueses possam seguir", declarou num momento da intervenção muito aplaudido.

Segundo Sócrates "entre direita e a esquerda há uma escolha a fazer nestas eleições". E virou o discurso contra a maledicência, " e o ataque aos outros", prometendo que o PS não fará uma campanha de "espectáculo lamentável", baseado no ataque e no negativismo. "O País está cansado disso", concluiu. E recordou que o radicalismo nunca construiu nada na Europa e em Portugal, numa farpa em relação à esquerda.

Depois dos apelos do Presidente da República para campanhas com elevação, José Sócrates explicou que a escolha de Vital Moreira para cabeça-de-lista é o garante dessa elevação e de uma campanha concentrada no debate de ideias.

Antes, falou António Costa, o autarca de Lisboa. O dirigente abordou o tema da imigração, apontando baterias à direita por temer a abertura de fronteiras e a imigração. E prestou homenagem a Sousa Franco, o cabeça-de-lista do partido falecido na última campanha.

"Voltámos a ouvir a mesma direita, um pouco por todo o sítio, e se alguém der atenção ao dr. Portas vai continuar a ouvir, que tem sempre esse discurso mesquinho daqueles que acham que têm dez tostões e que se abrirem a porta de casa alguém lhes vem roubar esses dez tostões", atirou.

De facto, as clivagens entre esquerda e direita na Europa foram a nota comum aos vários discursos, a começar pelo o da mandatária da campanha, a actriz Inês de Medeiros. José Sócrates também não esqueceu a imigração e recordou que no ranking de direitos sociais dos imigrantes, Portugal ocupa o segundo lugar na União Europeia.

Esta referência à imigração surge numa altura em que o tema tem sido alvo de polémicas e já se estendeu ao PS. Ontem, o socialista António Vitorino criticou a previsão de quotas do Executivo socialista.

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