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Correio da Manhã

Política
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Sócrates elaborou projectos de graça

O actual executivo da Câmara da Guarda e o ex-autarca Abílio Curto (ambos PS) defenderam ontem o primeiro-ministro no chamado ‘caso das casas’ projectadas por José Sócrates quando era deputado. O primeiro--ministro afirma não ter recebido "qualquer tipo de remuneração, em conformidade com as normas legais de exclusividade".
6 de Abril de 2010 às 00:30
Abílio Curto (à esq.) e Joaquim Valente defendem Sócrates
Abílio Curto (à esq.) e Joaquim Valente defendem Sócrates FOTO: Paulo Novais/Lusa e Nuno André Ferreira

Em causa está saber-se se José Sócrates foi pago pelos projectos de 21 casas quando era deputado, entre 1988 e 1990. O presidente da autarquia, Joaquim Valente, não comenta o caso, mas uma fonte que lhe é próxima afirma que "o artigo (do ‘Público’) não traz nada de novo", adiantando: "Os técnicos da autarquia actuaram correctamente." Abílio Curto, ex-presidente da Câmara, refere "ser evidente que se trata de uma saga que visa destruir José Sócrates".

O ex-autarca adianta "não recordar chamadas de atenção", pela alegada falta de qualidade dos projectos e acompanhamento das obras. O primeiro-ministro diz que "sempre" cumpriu os seus "deveres e exigências profissionais". Os vereadores do PSD consideram "estas notícias desastrosas para a Câmara e para José Sócrates" e vão exigir explicações na próxima reunião camarária".

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