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Correio da Manhã

Política
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Sócrates foi "mole e suave" com Carlos César

Marcelo Rebelo de Sousa acusou este domingo, na TVI, o presidente do Governo Regional dos Açores, Carlos César, de ser "divisionista" por compensar os funcionários públicos regionais dos cortes salariais. Mais, acusou o primeiro-ministro de ter sido "mole" com o seu camarada de partido e de "abrir a porta a que aparecem outros cézarzinhos".
5 de Dezembro de 2010 às 22:12
O comentador Marcelo Rebelo de Sousa
O comentador Marcelo Rebelo de Sousa FOTO: Duarte Roriz
O comentador, que também é conselheiro de Estado, começou por dizer que "ter-se-ia ganho que Presidente e primeiro-ministro tivessem comentado [ o caso]à chegada a Lisboa e não na Argentina", num registo crítico em que não excluiu o Chefe de Estado, Cavaco Silva. 
Quanto a Carlos César, considerou que o governante regional não só introduziu divisionismo entre o arquipélago dos Açores e o restante território nacional, como tomou uma "decisão divisionista dentro do próprio arquipélago", uma vez que a medida não inclui, por exemplo, polícias.
Na sua análise não poupou José Sócrates por  ter sido "tão duro com os controladores aéreos espanhóis e tão mole e tão suave com o seu camarada de partido". Em suma, Marcelo considerou que se trata de uma questão de autoridade do Estado, de coesão nacional e que José Sócrates ao registar, a partir de Argentina, as competências próprias do executivo regional, "deixa cair o ministro das Finanças". O Ministério das Finanças tinha emitido, recorde-se, um comunicado a referir que os cortes salariais na Administração Pública são para todos.
No capítulo das eleições presidenciais, Marcelo Rebelo de Sousa defendeu debates televisivos dois-a-dois e com todos os candidatos. "Ninguém escapa ao debate", avisou.
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