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Correio da Manhã

Política
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"Sócrates não é fácil de despedir"

Defensor Moura candidata-se contra Cavaco Silva. O candidato diz que a direita está sôfrega de poder e quer provocar rapidamente eleições legislativas.
18 de Janeiro de 2011 às 00:30
DEFENSOR MOURA, ELEIÇÕES, PRESIDENCIAIS, CAMPANHA
DEFENSOR MOURA, ELEIÇÕES, PRESIDENCIAIS, CAMPANHA FOTO: Fernando Veludo/Lusa

Correio da Manhã – Porque é que acusa Cavaco Silva de não ser isento nem imaculado?

Defensor Moura – As informações sobre o BPN e a Urbanização da Coelha comprovam que os mais próximos de Cavaco são altamente suspeitos de negócios pouco transparentes e ilícitos e como ele tem beneficiado delas. Embora eu já soubesse isso, para a maioria dos portugueses essa foi a maior novidade da campanha.

– Acredita que Cavaco Silva tenciona dissolver o Parlamento se for re-eleito?

–É evidente que ele já anda a anunciar isso em articulação com a notória sofreguidão de poder das lideranças do PSD e CDS, que estão a querer ganhar espaço. Só que Sócrates não é tão fácil de ‘despedir’ como se pensa por aí.

– Se Manuel Alegre não chegar à segunda volta, receia que o PS o acuse de responsável?

– Estou certo que não. Em mim vão votar os socialistas que não se revêem na candidatura apoiada pelo Bloco de Esquerda e muitos outros eleitores do centro-esquerda.

– Em algum momento foi pressionado para não avançar ou para desistir?

– Os que me conhecem sabem qual seria a minha reacção a qualquer pressão e não a fizeram.

– Que expectativas tem sobre o resultado para a sua candidatura?

– A primeira razão da candidatura é o meu descontentamento com o exercício do Presidente que se recandidata. Tenho a obrigação cívica de o fazer. Os que conhecendo os factos continuarem a votar em Cavaco ficam a saber que não é isento. Considero que já atingi os principais propósitos, incluindo na agenda política a regionalização, o combate à corrupção, a defesa dos direitos dos animais, a imigração, os transportes, a escola pública e o Serviço Nacional de Saúde.

PERFIL

Defensor Moura, 64 anos, médico. Foi presidente da Câmara de Viana do Castelo e é actualmente deputado eleito pelo PS. É casado e tem dois filhos e um neto.

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