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Correio da Manhã

Política
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Sócrates não sabe o impacto do corte no subsídio de desemprego

O primeiro-ministro, José Sócrates, admitiu esta manhã no Parlamento que desconheceu o impacto financeiro do corte nos subsídios de desemprego. Uma das medidas que o Governo anunciou como prioritária para dar um sinal claro aos mercados financeiros de que Portugal tudo fará para reduzir o défice.
30 de Abril de 2010 às 13:12
José Sócrates
José Sócrates FOTO: Lusa
"Não temos nenhum estudo que nos permita dizer qual a consequência orçamental da redução do subsídio de desemprego", afirmou José Sócrates quando confrontado por Francisco Louçã. Perante a resposta do chefe do Governo, o deputado do Bloco de Esquerda mostrou-se surpreendido e concluiu que o Governo “decidiu atacar os desempregados por preconceito ideológico”.

 
José Sócrates destacou, no entanto, que a redução do subsídio de desemprego é uma medida justa. “Não acho que ninguém vai para o desemprego porque quer, acho é que há pessoas no desemprego que precisam de ter o incentivo certo para trabalhar", atirou.
Em relação a um eventual aumento de impostos, o primeiro-ministro afastou ontem a possibilidade de vir a aumentar o IVA, embora tenha fugido à questão por diversas vezes. Paulo Portas foi o primeiro a levantar a questão, mas José Sócrates não respondeu. Mais tarde, perante a insistência da deputada Heloísa Apolónia, o chefe do Governo assegurou que irá cumprir o Plano de Estabilidade e Crescimento (PEC) e atirou: "A senhora deputada vê lá o aumento do IVA?”.
Durante o debate quinzenal, Sócrates manteve-se firme nas obras públicas, apesar das críticas da oposição. "Não vamos desistir de um projecto estruturante para a nossa economia. Há compromissos assumidos internacionalmente”, afirmou, referindo-se ao TGV.
O primeiro-ministro mostrou-se ainda optimista em relação à redução do défice e considerou mesmo que com a antecipação das medidas do PEC será possível "ultrapassar a meta fixada para este ano" 8,3 por cento. Mas deixou claro: "Não nos nenhuma obsessão com o défice (...) a nossa prioridade é o crescimento da economia e do emprego".
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