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Correio da Manhã

Política
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Sócrates põe Governo à frente de Alegre

Enquanto os membros da Comissão Política (CP) do PS se reuniam ontem à noite no Largo do Rato para analisar as Presidenciais, Manuel Alegre jantava com quatro dezenas de pessoas da sua campanha, na Cervejaria Trindade, também em Lisboa, e como anunciara há uma semana não esteve no encontro partidário.
1 de Fevereiro de 2006 às 00:00
Manuel Alegre reuniu na Trindade cerca de 40 elementos da campanha num jantar de confraternização a que não faltaram os dois seguranças
Manuel Alegre reuniu na Trindade cerca de 40 elementos da campanha num jantar de confraternização a que não faltaram os dois seguranças
Atitude igual tomou a sua apoiante Helena Roseta, também membro da CP socialista que explicou a sua ausência ao CM com uma frase: “Acho que não faço lá falta”.
As ausências foram, porém, toleradas pelos participantes na reunião política socialista. O secretário-geral do PS, José Sócrates, recusou fazer declarações à entrada na sede nacional do partido e o sentir geral apontou para que Alegre e Roseta “é que sabem por que não vieram”. Excepção foi Osvaldo Castro, apoiante de Alegre nas directas para líder em 2004, que afirmou: “Manuel Alegre e Helena Roseta deviam estar presentes.”
Quanto à reunião, o porta-voz Vitalino Canas anunciou cerca das 23h00 que o próprio secretário-geral e primeiro-ministro José Sócrates vai passar a coordenar a Comissão Permanente, cabeça do aparelho partidário até agora entregue a Jorge Coelho. Sobre a matéria em reflecção, Vitalino Canas referiu que nas Presidenciais não estiveram em causa nem o Governo nem a maioria absoluta do PS e que pela sua personalidade também não está em causa a escolha do candidato Mário Soares, nem é de admitir qualquer ajuste de contas relativamente a Manuel Alegre.
Soube-se por outro lado que Miranda Calha vai ser o futuro coordenador do PS para as Autarquias e que Vitalino Canas entrará para o Secretariado Nacional.
ALEGRE REFLECTE MAIS DOIS DIAS
Manuel Alegre deu-se a si próprio mais dois dias para reflectir sobre continuar ou não como deputado do PS na Assembleia e só amanhã deve anunciar a opção. Resolvidas tem já as duas outras questões suscitadas pela sua candidatura à presidência: Continuará militante do Partido Socialista, sem no entanto ter planos de movimentação partidária, e acompanhará o movimento Poder dos Cidadãos que animou a sua candidatura. Quanto ao cargo de Conselheiro de Estado, indicado pelo PS, é assunto para depois da posse do novo Presidente.
MAIS DETALHES
MARÇO
As eleições para as federações e concelhias devem ocorrer entre Março e Abril. Os dias 17 e 18 de Março são apontados como datas prováveis, sem confirmação, para os militantes se pronunciarem. O PS receia que os apoiantes de Manuel Alegre possam conquistar o ‘aparelho’ nestas eleições.
CONGRESSO
O congresso do PS, tal como estava previsto nos estatutos, vai realizar-se em Outubro, dois anos depois da entronização de José Sócrates. A hipótese de um congresso extraordinário caiu por terra após as eleições presidenciais. José Sócrates considerou que não havia razões para antecipar o congresso.
12 DE MARÇO
No âmbito das iniciativas partidárias de procura de uma maior mobilização e abertura à sociedade, o porta-voz do PS Vitalino Canas revelou ontem à noite que vai ser assinalado a 12 de Março a passagem de um ano de Governo do PS, sem especificar o programa nem se terá formato do tipo Novas Fronteiras.
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