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Correio da Manhã

Política
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Sócrates regressou às férias

O primeiro-ministro já voltou ontem às férias em local não revelado, depois de uma interrupção para a viagem oficial ao Brasil que anteontem teve o seu desfecho com uma visita à Escola de Samba da Mangueira, no Rio de Janeiro. José Sócrates acabou por não ver as sambistas dançar – uma decisão que poderá estar relacionada com a morte de uma bombeira no fogo na Serra dos Candeeiros, Porto de Mós – mas pôde testemunhar a obra social que se realiza, principalmente, com crianças.
13 de Agosto de 2006 às 00:00
José Sócrates visitou obra social da Escola de Samba da Mangueira
José Sócrates visitou obra social da Escola de Samba da Mangueira FOTO: Ricardo Morais, Reuters
Segundo o gabinete do chefe do Governo, José Sócrates regressou às férias “mais ou menos” por duas semanas. Assim, depois de uma semana num resort no Algarve, desde dia 31 de Julho, e com um interregno entre os dias 8 e 12, o primeiro-ministro está a descansar até à última semana de Agosto.
Em três dias de viagem, José Sócrates assinou quatro acordos no Brasil. Entre eles, figuram dois mais importantes: um entre a Galp, Partex e a brasileira Petrobras para prospecção de petróleo na Bacia de Peniche; e outro entre o gigante da construção aeronáutica, a brasileira Embraer, o Governo e a OGMA. As relações económicas foram o grande ‘móbil’ da viagem.
Mas a visita a três cidades brasileiras, – Brasília, S. Paulo e Rio de Janeiro – que o chefe do Governo já considerou que alcançou um saldo positivo, não se esgotou aqui. José Sócrates teve vários encontros com o presidente brasileiro, Lula da Silva, e autoridades oficiais, empresários e personalidades culturais. O chefe do Governo visitou três exposições.
A imigração era assunto que Sócrates tinha fora de agenda, mas num encontro com o presidente Lula da Silva foi obrigado a tirar um ‘coelho da cartola’: anunciou que 6500 brasileiros vão ter uma autorização especial de residência no nosso país. Entretanto, em Portugal, o Conselho de Ministros presidido por António Costa – já que o titular da pasta da Administração substituía o primeiro-ministro ausente – aprovou uma proposta de lei que visa reforçar o combate à imigração ilegal. A visita decorreu sem incidentes, mesmo com uma agenda que parecia demasiado extensa para cerca de 72 horas. E Sócrates até correu 45 minutos no Calçadão do Rio de Janeiro.
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