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Correio da Manhã

Política
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Sócrates traça realidade optimista do País

Qual o estado da naçao para Socrates? Portugal é um país onde se multiplicam os sinais de recuperaçao, onde o desemprego está a abrandar, num país que atingiu a “mais baixa taxa de pobreza de sempre”. Com uma economia a recuperar graças às exportações, Sócrates, que fala esta quinta-feira no Parlamento aos deputados no debate sobre o Estado da Nação, salienta ainda os progressos na Saúde, com “um SNS que hoje faz mais consultas, mais cirurgias”.
15 de Julho de 2010 às 15:57
O primeiro-ministro, José Sócrates
O primeiro-ministro, José Sócrates FOTO: D.R.

Para o primeiro ministro, esta realidade são "factos indesmentíveis", tendo mesmo repetido alguns pontos do seu discurso "para algumas bancadas que não ouviram bem", olhando para a Oposição.

 

Apesar desta visão que muitos considerariam optimista, Sócrates aponta os desafios futuros:consolidar as contas públicas,  continuar a aposta das energias renováveis, diversificar as exportações e não desistir dos investimentos nas infra-estruturas "que nos aproximam do centro da Europa", como o TGV. Falta agora ouvir o que têm os deputados a dizer sobre esta realidade traçada pelo Governo. 

 

 

Críticas de um Governo minoritário.

 

Sem maioria absoluta, Sócrates tem de negociar com os outros partidos para conseguir avançar muitas das propostas do Governo. Sem diálogo à Esquerda do PS, o eleito tem sido o PSD. Mas no discurso sobre o Estado da Nação, Sócrates criticou aqueles que se ficam "apenas pelo aproveitamento oportunista das dificuldades circunstanciais". Apelando a que "todos" coloquem o interesse público acima dos interesses particulares, o líder do Executivo  diz que este "não é o tempo das pequenas vantagens políticas".

Reiterando a necessidade de confiança nas medidas do Governo, José Sócrates admitiu que há "alguns, pelos vistos, não se conformando com os resultados eleitorais, pretendem manter o País sob a permanente ameaça de uma crise política". Vale a pena recordar que nos meios políticos fala-se na forte possibilidade deste Governo não chegar ao fim, dada a dificuldade em fazer passar algumas medidas no Parlamento,  tendo o PSD as atenções viradas para o lugar em São Bento no horizonte próximo.

A quem fala sobre isso, Sócrates explica as consequências dessa hipótese. "Quem perderia com uma crise política seria a credibilidade externa do País. Seria a recuperação económica, inevitavelmente adiada, seria o emprego, seriam as famílias", afirmou na Assembleia da República.

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