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Correio da Manhã

Política
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“Somos vítimas da ameaça de Pinto Balsemão”

O grupo Ongoing considera que está “a ser alvo de ataques, cuja única motivação visa afectar negativamente a sua reputação” e que Francisco Pinto Balsemão está no centro das notícias que ligam Nuno Vasconcellos e outros elementos da Ongoing à maçonaria.

6 de Janeiro de 2012 às 18:15
Contra-ataque da empresa de Nuno Vasconcellos (na foto) tem como figura central Francisco Pinto Balsemão
Contra-ataque da empresa de Nuno Vasconcellos (na foto) tem como figura central Francisco Pinto Balsemão FOTO: João Cortesão

Num comunicado interno, assinado pelo conselho de administração e ao qual o CM teve acesso, a Ongoing começa por negar "sob todas as perspectivas e pontos de vista "alegadas" condutas menos próprias" que lhe são imputados.

O contra-ataque da empresa de Nuno Vasconcellos tem como figura central Francisco Pinto Balsemão: "Somos vítimas do cumprimento da ameaça feita por Pinto Balsemão, na entrevista que concedeu à jornalista Cristina Ferreira, no jornal ‘Público', no passado dia 6 de Agosto, de que "a Ongoing há-de pagar".

"E estamos a pagar. Todos os dias, no constante ataque que a Impresa directamente nos faz ou, indirectamente, através das suas estruturas de influência".

O ataque à Impresa continua, nomeadamente contra o semanário ‘Expresso'.

"Sabemos que o que aí vem ainda será pior do que já passou. Os métodos e as manobras utilizadas têm tendência a densificar-se e a persistência contra nós terá tendência a agravar-se. Os sábados [data de publicação do semanário] constituem sempre um dia diferente, dada a surpreendente capacidade imaginativa e especulativa do ‘Expresso'".

A Ongoing diz ainda que "a família Rocha dos Santos [que controla a Ongoing] e a Ongoing não é a maçonaria, nem a maçonaria é a família Rocha dos Santos e/ou a Ongoing. O Grupo Ongoing é influenciado, apenas e só, pelos interesses dos seus accionistas e dos seus investidores". Apesar disso, realça que "obviamente" actua "sob o primado da Constituição e da Lei e respeitamos a individualidade de todos os que connosco trabalham". "É por tudo isto que repudiamos liminarmente as insinuações publicadas nos últimos dias", acrescenta a nota interna.  

De recordar que Nuno Vasconcellos, presidente da Ongoing, Rafael Mora, vice-presidente, Jorge Silva Carvalho, administrador do grupo e ex-director das secretas, assim como Agostinho Branquinho e Vasco Rato (membros do PSD e que estão na Ongoing Brasil), João Paulo Alfaro, ex-espião e actual director da Ongoing, e José Cordeiro, antigo general e actual director da Mobbit, empresa tecnológica da Ongoing, têm sido dados como membros da Loja Mozart, pertencente à Grande Loja Legal de Portugal.

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