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Correio da Manhã

Política
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Sou contra líderes de oportunidade

O próximo líder do PSD, eleito directamente pelas bases, “deve ser candidato a primeiro-ministro”, declarou ao CM Marco António Costa, ex-líder do PSD-Porto, em jeito de aviso aos líderes de “oportunidade”, ou seja, aqueles que preferem esperar por 2008, a um ano das legislativas, para disputarem a liderança do PSD.
20 de Março de 2006 às 00:00
Marco António Costa diz que apoiará 'incondicio-nalmente' Luís Filipe Menezes se este decidir candidatar-se contra Marques Mendes
Marco António Costa diz que apoiará 'incondicio-nalmente' Luís Filipe Menezes se este decidir candidatar-se contra Marques Mendes FOTO: Jorge Paula
Marco António prefere não os nomear, porque, na verdade, “todos sabem a quem me estou a referir: são todas aquelas figuras, os protocandidatos, os ditos ‘barões’, que querem é cozer a liderança do PSD em lume brando durante dois anos”. “Mas isso – adverte – não pode acontecer. A partir das directas todo o partido deve cerrar fileiras para que o próximo líder, seja ele qual for, seja o candidato a primeiro-ministro nas eleições legislativas de 2009. Não deve haver líderes carregadores de pianos e líderes de oportunidade”.
Quanto à possibilidade de ele próprio ser candidato, Marco António afirma: “Sinto-me um militante livre, não tenho amarras a nada, nem a ninguém, não enjeito nem afirmo para já nada”. Mas uma coisa é certa, Marco António apoiará Luís Filipe Menezes se este avançar contra Marques Mendes: “Se Luís Filipe Menezes avançar apoio incondicionalmente a sua candidatura”.
Relativamente à data das directas, Marco António reafirma que a melhor altura era em Janeiro ou Fevereiro do próximo ano.
MENEZES ADMITE AVANÇAR
Luís Filipe Menezes, presidente da Câmara de Gaia e candidato à liderança no Congresso de Pombal, em Abril de 2005, vai esperar pela marcação da data das eleições directas para decidir se será candidato à liderança do PSD contra Marques Mendes.
“Depois do Conselho Nacional [que será marcado por Manuela Ferreira Leite, presidente da Mesa do congresso] reunir e definir uma data, avaliarei e em consciência tomarei uma decisão correcta, sensata e que sirva o PSD”, garantiu Luís Filipe Menezes. Segundo explicou no final do congresso, “seria insensato pronunciar-me sobre essa matéria já hoje [sábado à noite, depois da aprovação das directas]”.
ISENÇÃO DE QUOTAS NA JSD
Os estudantes entre os 18 e os 21 anos militantes da JSD vão deixar de pagar quotas. Esta foi uma três das contrapartidas dadas pelo líder do PSD, Marques Mendes, para que retirasse, na proposta de alteração do estatutos do partido, o artigo sobre às eleições directas.
A JSD era contra as directas, mas recuou depois de o seu líder, Daniel Fangueiro, ter negociado com direcção nacional. Além da isenção de quotas, os jovens viram consagrada a mudança de designação da JSD, que será denominada uma organização política em vez de um movimento.
A última contrapartida respeita ao presidente do Conselho de Jurisdição Nacional (CJN), que será eleito na lista mais votada em vez de ser escolhido dentro do próprio CJN. Daniel Fangueiro está a ser contestado na JSD e já há quem queira um congresso extraordinário.
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