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Correio da Manhã

Política
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Stoltenberg diz que alargamento da NATO tem sido um "sucesso histórico"

Secretário-geral da organização falou com os chefes da diplomacia da Suécia e da Finlândia antes da reunião ministerial em Berlim.
Lusa 14 de Maio de 2022 às 18:42
Jens Stoltenberg
Jens Stoltenberg FOTO: Reuters
O secretário-geral da NATO defendeu este sábado que o alargamento da aliança atlântica tem sido "um sucesso histórico", após falar com os chefes da diplomacia da Suécia e da Finlândia, países que se preparam para pedir adesão à organização.

"Falei com o Presidente [da Finlândia, Sauli] Niisto, e com os ministros dos Negócios Estrangeiros [finlandês, Pekka] Havisto, e [sueca] Ann Linde, antes da nossa reunião ministerial em Berlim", escreveu Jens Stoltenberg na sua conta na rede social Twitter.

"A Finlândia e a Suécia são os nossos parceiros mais próximos e discutimos desenvolvimentos sobre as suas possíveis candidaturas à adesão. O alargamento da NATO tem sido um sucesso histórico", concluiu.

Numa mensagem anterior, o secretário-geral da NATO disse ter também falado por telefone com os chefes da diplomacia do Canadá, Itália e Estados Unidos, além da Turquia, único Estado-membro que se manifestou contrário à adesão da Suécia e da Finlândia à aliança atlântica.

Nessas conversas foram abordados o apoio à Ucrânia, a "parceria próxima" da NATO com a Suécia e a Finlândia, e os preparativos para a próxima cimeira da organização.

Os ministros dos Negócios Estrangeiros da NATO reúnem-se entre hoje e domingo em Berlim para coordenar a resposta à guerra na Ucrânia, quando se discute a adesão da Finlândia e da Suécia à Aliança.

Nesta reunião informal na capital alemã, presidida pelo vice-secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO), o romeno Mircea Geoana, Portugal está representado pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, João Gomes Cravinho, que na sexta-feira esteve em Helsínquia para se reunir com o seu homólogo finlandês, Pekka Haavisto, para debater a adesão da Finlândia à NATO.

Na sexta-feira, o Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, considerou "um erro" a entrada dos dois países na NATO, acusando a Suécia e a Finlândia de "albergarem terroristas do PKK", o Partido dos Trabalhadores do Curdistão, considerado organização terrorista por Ancara, mas também pela União Europeia e pelos Estados Unidos.

Foi a primeira voz dissonante no seio dos 30 aliados a propósito desta matéria.

A entrada de um novo Estado-membro na NATO requer unanimidade, o que significa que a Turquia poderá bloquear a adesão dos dois países escandinavos, cuja candidatura deverá ser formalizada nos próximos dias.

Na sequência da guerra na Ucrânia, a Finlândia e a Suécia iniciaram um debate sobre a adesão à NATO, que, a concretizar-se, significará o abandono da histórica posição de não-alinhamento dos dois países.

A Rússia avisou a Finlândia de que será forçada a tomar medidas de retaliação, "tanto técnico-militares como outras", se o país aderir à NATO.

A Rússia partilha 1 340 quilómetros de fronteira terrestre com a Finlândia e uma fronteira marítima com a Suécia.

Antes da invasão da Ucrânia, a Rússia exigiu à NATO a proibição da entrada do país vizinho na organização e o recuo de tropas e armamento dos aliados para as posições de 1997, antes do alargamento a leste.

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