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Política
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“Vamos prosseguir a trajetória do aumento do salário mínimo”: António Costa no debate sobre plano de recuperação económica

Primeiro-ministro diz que próxima fase da pandemia será mais exigente.
Correio da Manhã 23 de Setembro de 2020 às 15:14
António Costa
António Costa FOTO: Lusa

O primeiro-ministro, António Costa, falou no arranque do Plano de Recuperação e Resiliência que decorre durante a tarde desta quarta-feira na Assembleia da República, em Lisboa.

"É seguramente a maior crise que qualquer um de nós vai ultrapassar", disse o primeiro-ministro. "Superação da crise é desígnio que nos deve unir", continuou no seu discurso de abertura ao debate.

Costa só vai responder aos partidos no final, não havendo intervenções estilo 'pergunta-resposta'.

António Costa garante que Governo vai "prosseguir a trajetória do aumento do salário mínimo nacional"
No final das intervenções dos partidos, António Costa respondeu às perguntas dos deputados. Dirigiu-se em primeiro lugar a Rui Rio, a quem acusou de "não apresentar uma única ideia para o futuro", num debate em que se discute um plano de recuperação de "tamanha importância para o País".

"A única ideia para o futuro foi sobre o salário mínimo", diz o primeiro-ministro recordando o antecessor de Rui Rio que dizia "que o aumento do salário mínimo destruiria a economia". "O Governo vai prosseguir a trajetória de aumento do salário mínimo nacional", garantiu.

Sobre o Plano de recuperação, Costa acrescentou ainda que há 6,6 mil milhões de euros previstos para reforço do estado social, SNS, educação, entre outros.

José Luís Ferreira fala em "oportunidade perdida"
José Luís Ferreira, dos Verdes fala numa "oportunidade perdida".O deputado diz não reconhecer "nestas propostas nenhum financiamento que venha a beneficiar a agricultura familiar".

André Ventura ataca Governo e fala em "dois países"
"Porque é que em Portugal há dois países? O país do setor público e o do setor privado. Em que uns vêm os seus rendimentos cortados e os outros recebem o mesmo de sempre. São dois países para agradar à Esquerda": As palavras são de André Ventura, aquando da sua intervenção.

O deputado do Chega terminou ainda dizendo que a dívida pública atingiu hoje "133%, um nível histórico nunca antes visto".

Cecília Meireles ataca criação de linha de crédito para pagamento de impostos
Cecília Meireles, do CDS, criticou a criação de uma linha de crédito para permitir pagar impostos. "Falar em futuro e depois falhar numa coisa tão essencial e tão básica e achar que é normal dizer a um profissional liberal para se endividar para pagar impostos é andar alheado da realidade", disse, dirigindo-se a António Costa.

Inês Sousa Real pede "ação" ao primeiro-ministro
Inês de Sousa Real, deputada do PAN, acusou o plano de recuperação apresentado pelo Governo não respeitar os limites ambientais. "Há uma crise que também continuamos a viver. A crise planetária. Este plano continua a assentar num modelo económico completamente obsoleto que provoca  uma enorme pegada ecológica", disse.

"Senhor primeiro-ministro, o país e o Planeta precisam de ação. Precisamos de saber se o Governo vai assumir os custos e riscos que este plano implica", atirou ainda.

Catarina Martins fala de "assuntos urgentes"
A coordenadora do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, disse que, perante o tempo que tem disponível para falar, iria passar às "urgências" do País.

Catarina çomeçou por falar do serviço Nacional de Saúde dizendo que "há menos médicos no SNS" do que antes da pandemia, havendo muitos profissionais de saúde "exaustos".

Jerónimo sem "compromissos abstratos"
O líder do PCP, Jerónimo de Sousa, pediu que fossem tomadas "medidas concretas" ao Governo, nomeadamente o "fim dos cortes salariais e a proibição dos despedimentos, haja ou não haja lucros" e não "compromissos abstratos".

Ana Catarina Mendes ataca PSD
O líder do PSD comparou, por isso António Costa a José Sócrates.

A líder parlamentar do PS, Ana Catarina Mendes, começa por atacar o PSD. "Não estava à espera desse contributo do PSD", avança, sobre o facto do PSD considerar que o salário mínimo nacional não deve ser aumentado.

Rui Rui compara Costa a Sócrates
O líder do Partido Social Democrata, Rui Rio, foi o primeiro a falar e disse que o país "tem índices de corrupção elevadíssimos e o combate é ineficaz", confirmando estar em desacordo com o aumento do salário mínimo nacional numa altura em que se antevê uma crise financeira.

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