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Correio da Manhã

Política
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SUSPEITAS NA CÂMARA DE PAREDES

Na Polícia Judiciária do Porto decorreu um inquérito relativo à Câmara Municipal de Paredes, estando o processo nas mãos do Ministério Público local desde o fim do ano passado.
22 de Janeiro de 2003 às 00:00
O inquérito foi aberto em 1997, em ambiente da campanha eleitoral autárquica, na sequência da denúncia de um autarca do CDS/PP, segundo a qual existiria um alegado pagamento de uma verba ao presidente da Câmara, Granja da Fonseca, do PSD, para que a autarquia procedesse à descativação do terreno da zona de reserva agrícola a favor da implantação de um hipermercado. Segundo a denúncia, teria sido utilizado um intermediário para a concretização de negócio entre o promotor do hipermercado e o município.

O Gabinete de Informação da autarquia referiu ao CM que não prestaria, ontem, qualquer declaração e que, por sua vez, o presidente da Câmara de Paredes, Granja da Fonseca, estava incontactável por ter-se deslocado a Santa Marta de Penaguião, donde é natural e onde participou no funeral da sua sogra.

O autarca já admitiu publicamente que tem conhecimento dum processo, no âmbito do qual foi ouvido como representante da Câmara, que em nada se refere a "sacos azuis" mas que respeita a concurso de obras. Disse também que a questão já foi alvo de relatório da Inspecção-Geral da Administração do Território.
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