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Suspensão para 120 dias

O vereador e antigo candidato à presidência da Câmara de Amarante, Avelino Ferreira Torres, pediu a suspensão do mandato na autarquia por um período de 120 dias, invocando a sua condição de empresário e as dificuldades que o País atravessa quanto a investimentos no sector privado.

22 de junho de 2006 às 00:00

A suspensão, aprovada na Câmara, começará a contar após o termo de uma substituição de 30 dias já em curso neste momento. Desde o final do mês de Maio que Moura e Silva, terceiro da lista do Movimento Amar Amarante, ocupa o lugar deixado vago por Ferreira Torres, após um pedido de substituição anterior que se esgota no próximo dia 3 de Julho.

O requerimento do vereador, ao abrigo do Artigo 77 da Lei 169/99, foi aprovado por maioria na reunião camarária da última segunda-feira.

“Dos sete vereadores presentes, houve quatro votos a favor: dois do PSD e outros dois do Movimento Amar Amarante”, disse ao CM a vice-presidente da Câmara de Amarante, Octávia Clemente.

Segundo a legislação, a Câmara Municipal é o órgão autárquico que tem competência legal para se pronunciar sobre os pedidos de suspensão do mandato, que não podem ultrapassar um ano.

Contra o pedido de suspensão do mandato votaram os três membros do PS. Para justificar a posição dos socialistas, Armindo Abreu, presidente da Câmara, considerou que o pedido “não está suficientemente fundamentado” e assim não o podia votar favoravelmente.

'SEM INTERESSE'

Octávia Clemente defende a posição do executivo, com o argumento que “se Ferreira Torres foi presidente de Câmara, durante 20 anos, e sempre conseguiu conciliar as duas actividades, não era agora como vereador e com apenas uma reunião por semana que não o conseguiria fazer”, e acrescenta que esta atitude demonstra “falta de interesse pelo cargo”.

Avelino Ferreira Torres invoca a sua condição de empresário e “as dificuldades que o País hoje atravessa, no que concerne a investimentos no sector privado” para pedir a suspensão do mandato.

“Tenho necessidade de me deslocar, com muita frequência, para diversas zonas do Pais, bem como para o estrangeiro, a fim de tratar de assuntos relacionados com a minha actividade”, afirma o vereador no seu requerimento para justificar a impossibilidade de comparecer às reuniões necessárias.

A vice-presidente da Câmara recorda que Ferreira Torres começou o mandato com muito entusiasmo, “mas à medida que deixou de ter o apoio do PSD, as suas propostas, muito abundantes, deixaram de passar”. Segundo a autarca, “a abstenção dele na votação do orçamento foi um sinal de que perdeu interesse em fazer oposição”.

O CM tentou ouvir Ferreira Torres, mas tal não foi possível.

EMPRESAS

Do que é conhecido, Avelino Ferreira Torres tem empresas ligadas ao imobiliário e à construção civil, todas sedeadas na região onde habita (Marco de Canaveses). A mais importante será a Santana e C.ª.

HOMENS DE CONFIANÇA

Ao longo das duas décadas em que esteve à frente da Câmara do Marco de Canaveses, a ideia que havia é que as empresas eram lideradas por homens da sua inteira confiança.

ESTALAGEM

A Estalagem Santa Teresa, a santa da sua devoção, empreendimento turístico que está a construir no Marco, resulta da aquisição de várias parcelas de terreno adquiridas a particulares.

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