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Correio da Manhã

Política
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Tancos é um assunto 'arrumado' para António Costa

Primeiro-ministro descarta responsabilidades do Governo após críticas de Rui Rio.
José Castro Moura 11 de Setembro de 2018 às 11:11
Primeiro-ministro António Costa respondeu ontem, em Oeiras, às críticas feitas por Rui Rio, líder do PSD, sobre Tancos
O quartel de Exército em Tancos
Tancos
Primeiro-ministro António Costa respondeu ontem, em Oeiras, às críticas feitas por Rui Rio, líder do PSD, sobre Tancos
O quartel de Exército em Tancos
Tancos
Primeiro-ministro António Costa respondeu ontem, em Oeiras, às críticas feitas por Rui Rio, líder do PSD, sobre Tancos
O quartel de Exército em Tancos
Tancos
O primeiro-ministro garante que o Governo "já fez o que tinha a fazer" sobre o caso do roubo de armamento em Tancos, respondendo às críticas feitas este fim de semana pelo líder do PSD.

O Presidente da República recusou comentar a troca de argumentos entre António Costa e Rui Rio, e preferiu manifestar a sua "forte esperança" de que esteja "por dias ou semanas" o final das investigações ao caso. "Estamos, penso eu, na ponta final da investigação criminal. E essa investigação criminal irá apurar, certamente, factos e eventuais responsáveis", frisou Marcelo Rebelo de Sousa.

Mais de um ano depois do desaparecimento de armas e munições dos paióis de Tancos, Rio recuperou o assunto na Universidade de Verão do PSD, acusando o Governo de ser "incapaz de dar mais respostas" e exigindo ao Ministério Público rapidez a fazer uma "acusação correta".

Segunda-feira, após uma inauguração em Oeiras, António Costa defendeu que o Executivo fez o que lhe competia, tendo verificado se havia alguma ameaça à segurança nacional.

"Nas 48 horas seguintes, foi possível reunir a Unidade de Combate ao Terrorismo e a secretária-geral do Sistema de Segurança Interna deu garantias sobre a inexistência de qualquer risco", explicou , realçando ainda a recolocação do material de guerra em "armazéns securizados".

Costa invocou a autonomia do Ministério Público para dizer que seria "deselegante" comentar se a investigação deve andar mais depressa e recusou ainda a possibilidade de haver elementos desconhecidos no caso, considerando que "a procuradora-geral da República não teria deixado de alertar o Governo para qualquer medida que fosse necessária tomar".

Na véspera, o ministro da Defesa acusou o Rio de fazer "chacota" com os militares por este ter dito que é "tão fácil em Portugal roubar armas como entrar num jardim para roubar galinhas".
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