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Correio da Manhã

Política
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“Tempos que aí vêm são muito difíceis”

Nuno Magalhães, Líder parlamentar do CDS-PP recém-eleito, fala sobre desafios de uma maioria de coligação
21 de Junho de 2011 às 00:30
“Tempos que aí vêm são muito difíceis”
“Tempos que aí vêm são muito difíceis” FOTO: DR

Correio da Manhã – Ter 24 votos em 24 deputados não é uma unanimidade quase sufocante?

Nuno Magalhães – Não. É uma grande honra ter a confiança dos meus colegas de forma tão inequívoca. Mas também é uma responsabilidade porque tenho de corresponder a essa confiança. Os tempos que se avizinham são muito difíceis, obrigam a muito trabalho, por vezes a desoras.

– Fernando Nobre ficou fora do acordo com coligação, mas a falha da sua eleição não pode beliscar o arranque do Governo PSD/CDS-PP?

– Sejamos muito claros: a eleição do presidente da Assembleia da República é uma questão do Parlamento. E havia dois partidos que assumiram duas palavras, ou seja, duas convicções. Creio que ficou bem aos dois cumprirem a sua palavra. É uma questão completamente fora do Governo.

– O PSD poderia ter evitado esta derrota no Parlamento, não colocando o nome de Fernando Nobre a votos?

– É preciso virar essa página. Ela, aliás, está virada. Por lealdade parlamentar, não me pronuncio sobre questões que dizem, apenas, respeito ao PSD. Não vou estar a comentar, não devo, não quero.

– Os nomes de Mota Amaral ou Guilherme Silva oferecem-lhe alguma dúvida para o cargo de Presidente do Parlamento?

– Compete ao partido com mais votos indicar o nome. Agora, registo que há um conjunto de nomes que reúnem todas as condições para ser presidente do Parlamento. Estou absolutamente descansado.

– Não quer dizer se vota a favor de Mota Amaral ou Guilherme Silva.

– Não sou do PSD.

– Mas votou em branco em Fernando Nobre.

– Com certeza. Mas estar a comentar é fazer aquilo que acho que não devo fazer: que é de alguma forma estar a imiscuir-me em assuntos que são do PSD.

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