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Correio da Manhã

Política
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Time-sharing abre Bus a veículos privados

Para reduzir o trânsito em Lisboa, Carmona Rodrigues, vice-presidente e candidato à presidência da autarquia pelo PSD, quer criar corredores Bus em ‘time-sharing’, ou seja, ligar o sistema de GPS existente nos transportes públicos aos semáforos.
14 de Julho de 2005 às 00:00
Carmona Rodrigues não ‘descarta’ a possibilidade de instalar portagens à entrada de Lisboa
Carmona Rodrigues não ‘descarta’ a possibilidade de instalar portagens à entrada de Lisboa FOTO: Pedro Catarino
Assim, quando os autocarros andarem longe das faixas Bus estas poderão ser abertas a outros veículos. Mas, à aproximação dos autocarros, as faixas Bus fecham. Como? Através de semáforos.
A par desta “solução inovadora” apresentada ontem aos 60 melhores recém-licenciados ibero-americanos, Carmona adiantou ainda que quer reduzir o trânsito na cidade melhorando a oferta dos transportes públicos, reduzindo o número de lugares de estacionamento gratuito (alargando o estacionamento pago) e aumentando o preço do estacionamento pago e o custo das multas de estacionamento. Mais, a par da redução do tráfego na cidade, o vice-presidente quer aumentar a oferta de habitação com a criação de um fundo de investimento privado, a desburocratização dos processos de licenciamento e a flexibilização da lei do arrendamento urbano. Carmona quer ainda rejuvenescer o espaço urbanístico, reabilitando o centro histórico, melhorando a conservação e a limpeza da cidade e dotando-a de mais animação e lazer.
E das iniciativas apresentadas ontem nos Paços do Concelho, destaca-se também a construção, em todos os bairros, de centros cívicos: estruturas polivalentes “capazes de responder às carências sociais e culturais, que proporcionem o convívio intergeracional e a formação, qualificando a vida quotidiana dos munícipes residentes”. Estes centros serão desenvolvidos em parceria com privados e as juntas de freguesia.
O vice-presidente adiantou que pretende criar uma “nova cidade administrativa” em Marvila/Chelas, desenvolver o multiculturalismo no eixo Martim Moniz/Intendente e requalificar a Praça de Espanha/Avenida José Malhoa. Carmona quer ainda reconverter e realojar os moradores das áreas urbanas de génese ilegal. Por fim, reafirmou a intenção de recuperar o Parque Mayer e a Ribeira das Naus, instalar museus no Terreiro do Paço, mais hotéis de charme e de luxo (cinco estrelas) no centro histórico da cidade e expandir a rede de metropolitano.
Refira-se que estas iniciativas constarão do programa de candidatura de Carmona, a apresentar hoje, no Hotel Arts, no Parque das Nações.
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