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Correio da Manhã

Política
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Troika marca arranque da campanha

Rangel e Assis têm versões diferentes de quem é responsável pelo resgate.
11 de Maio de 2014 às 19:00
Paulo Rangel percorreu as ruas de Fafe. Francisco Assis visitou Bragança
Paulo Rangel percorreu as ruas de Fafe. Francisco Assis visitou Bragança FOTO: Miguel A. Lopes/Lusa, Tiago Petinga/Lusa

A campanha oficial para as europeias de 25 de maio arrancou ontem com os cabeças de lista do PSD/CDS-PP e do PS a trocarem acusações sobre os culpados da entrada da troika em Portugal e qual o partido que tem maior sensibilidade social.

Paulo Rangel, que encabeça a Aliança Portugal, defendeu em Fafe que "há uns que salvaram o País da bancarrota e, com isso, estão a salvar o Estado Social, e há outros que puseram o País na bancarrota e que nem sequer festejam a saída da troika". "Esses sim, puseram em causa o Estado Social e revelam uma profunda insensibilidade social." Na resposta, Francisco Assis, que fazia campanha por Bragança acusou o rival de mentir sobre o passado para esquecer o presente: "É mais fácil enganar as pessoas a respeito do passado do que enganá-las a respeito do presente. Paulo Rangel fala do passado com mentiras, desde logo propagando a ideia de que foi o Governo do PS o responsável pela entrada da troika."

Para o socialista, foi a crise política da primavera de 2011, aberta pelo PSD e CDS-PP, que desencadeou a entrada da troika .

No arranque da campanha, os cabeças de lista foram confrontados com protestos e desconhecimento. Rangel, ao lado de Nuno Melo, foi recebido em Fafe com um protesto contra a situação da educação especial no País, e Assis, que passeou pelas lojas de Bragança, descobriu que muitos desconheciam as eleições de 25 de maio. Um dos comerciantes das lojas que o socialista visitou ao lado de Pedro Silva Pereira falou com candidatos às europeias. Porém, quando saíram, perguntou: "Mas vamos ter agora eleições?".

O líder do PS, António José Seguro, junta-se hoje à campanha de Assis em Amarante. Passos está com Rangel num almoço em Macedo dos Cavaleiros.

Mudança do PS “é vira o disco e toca o mesmo” 

O recandidato da CDU ao Parlamento Europeu refere que a “mudança” anunciada pelo PS é “vira o disco e toca o mesmo”, num comício que ontem encheu o Coliseu dos Recreios de Lisboa. “É este o sentido da ‘mudança’ que andam a apregoar. Não uma verdadeira mudança, mas uma mera dança de cadeiras”, afirmou João Ferreira. O também vereador de Lisboa rejeitou o “voto útil” no PS “para derrotar o Governo” da maioria.

Bloco ‘ocupa’ casa contra a lei das rendas  

O Bloco de Esquerda começou a campanha com a ocupação pacífica de uma casa desabitada na praça da Alegria, Lisboa, manifestando oposição à austeridade e à especulação dos mercados financeiros e imobiliários. “A nossa ocupação é no sentido de mostrar que há casas que deveriam estar cheias, ocupadas com pessoas reais”, disse Marisa Matias criticando ainda a atual lei do arrendamento.

Europa PSD/CDS-PP PS troika Aliança Portugal
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