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Uma exigência surpresa e um consenso adiado: O impasse nas negociações sobre o futuro de António Costa

Socialistas recusam repartir os mandatos do presidente do Conselho Europeu.

18 de junho de 2024 às 17:34

As negociações sobre os cargos de topo da União Europeia (UE) terminaram sem acordo na cimeira informal em Bruxelas, na segunda-feira.

Os líderes europeus não querem prolongar o impasse para lá deste mês, estando prevista uma nova reunião para 27 e 28 de junho, segundo o jornal Politico. 

O Partido Popular Europeu (PPE) propôs aos Socialistas e Democratas (SD) a repartição de mandatos na presidência do Conselho Europeu nos próximos cinco anos.

A proposta de entregar um mandato de dois anos e meio a um candidato socialista e outro mandato de igual duração a um candidato do PPE surpreendeu os SD.

O segundo maior partido do Parlamento Europeu não está disposto a abdicar de ocupar a presidência do Conselho Europeu e António Costa continua a ser o favorito a assumir o cargo.

O ex-primeiro-ministro recolhe o apoio dos chefes de governo de Espanha, Alemanha e Eslovénia, e mantém uma boa relação com o presidente francês, Émmanuel Macron.

A primeira-ministra dinamarquesa, a socialista Mette Frederiksen, já se autoexcluiu da corrida, abrindo caminho para António Costa. "Eu não sou candidata", disse à Euronews à entrada para a cimeira informal europeia.A ideia da repartição de mandatos no Conselho Europeu partiu do primeiro-ministro croata, Andrej Plenkovic, numa reunião interna do PPE. "Como claro vencedor das eleições europeias, o PPE deve liderar politicamente a UE", reafirmou o político na segunda-feira, na rede social X.  

Já o ministro dos Negócios Estrangeiros italiano, Antonio Tajani, disse existirem dúvidas no PPE sobre a firmeza de António Costa na abordagem ao conflito na Ucrânia.  

Outros cargos

O consenso em torno de um segundo mandato de Ursula von der Leyen na presidência da Comissão Europeia também não se efetivou nas negociações informais de segunda-feira. 

A alemã participou nas primeiras conversas informais com os líderes europeus, mas ausentou-se antes do jantar dos representantes dos partidos.

A maltesa Roberta Metsola continua bem posicionada para assumir um segundo mandato na presidência do Parlamento Europeu e a primeira-ministra da Estónia, Kaja Kallas, está próxima de ser nomeada alta representante da UE e chefe da política externa.

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