Célia Pessegueiro aposta na continuidade do trabalho num concelho que "está na moda" e numa vitória para governar sem a "sabotagem" do PSD.
A única mulher presidente de Câmara na Madeira, a socialista Célia Pessegueiro, recandidata-se para um segundo mandato e aposta na continuidade do trabalho num concelho que "está na moda" e numa vitória para governar sem a "sabotagem" do PSD.
"Perder muitas eleições ao longo de anos também nos deu [PS] muito traquejo e muita humildade. E estamos preparados para governar com os votos que a população nos der", declarou a candidata à agência Lusa.
Célia Pessegueiro complementou que a sua equipa "gostaria de ter uma maioria para governar sem a sabotagem de que foi alvo por parte do PSD" para poder "dar continuidade ao trabalho desenvolvido" e aos projetos que "já têm as bases lançadas".
A cabeça de lista socialista é licenciada em Línguas e Literaturas Clássicas pela Universidade da Madeira e é editora e organizadora de eventos culturais.
Desde muito cedo ligada à política regional, foi líder da JS/Madeira, deputada no parlamento madeirense e vereadora na Ponta do Sol.
Célia Pessegueiro encabeça a lista socialista naquele município pela terceira vez (2013, 2017 e 2021) numas eleições autárquicas.
Fazendo um balanço positivo ao seu mandato e da "empreitada lançada", quando o PS ganhou as eleições em 2017, "de transformação do concelho", destacou a aposta feita na recuperação dos equipamentos municipais "que estavam bastante degradados".
Também destacou o lançamento de obra nova, o investimento feito na área da saúde e social, "sobretudo ditado no último ano pela pandemia", com o lançamento de novos programas de apoio para "chegar a camadas de população não abrangidas pelos existentes".
"Este mandato foi ditado pela pandemia e julgo que tivemos uma boa capacidade de resposta social, conseguimos manter a dinâmica em termos de investimento público para manter em atividade empresas do concelho", explicou.
Célia Pessegueiro argumentou que o executivo municipal "não conseguiu fazer mais porque o PSD chumbou um empréstimo", o que suspendeu alguns projetos, sendo necessário "procurar outras soluções ao nível de fundos comunitários e contratos programa com o Governo Regional" para a sua concretização.
"Vamos ter que continuar a bater à porta do Governo Regional", vincou, complementando que já foram enviados alguns projetos, estando a autarquia a "aguardar resposta", sobretudo em relação a algumas "obras que têm enquadramentos na Lei de Meios [criada para fazer face aos prejuízos provocados pela aluvião de 20 de fevereiro de 2010, avaliados em 1.080 ME], que até hoje ainda não chegaram ao concelho".
Célia Pessegueiro realçou que o concelho da Ponta do Sol "está na moda" e a ser procurado ao nível do imobiliário privado, por madeirenses e estrangeiros, existindo também muitos investidores interessados, nomeadamente na área do alojamento local.
"Temos um concelho único em termos culturais, paisagístico e ambientais. Falta-nos agora reforçar ainda mais o investimento público que viabilize e seja uma alavanca para o investimento privado no concelho", enfatizou.
Célia Pessegueiro ainda salientou que vai "continuar a luta" para impedir que sejam instaladas jaulas de piscicultura no litoral do concelho, condenando-o "ao fracasso depois de tanto investimento".
O executivo camarário da Ponta do Sol, na zona oeste da Madeira, que sempre fora governado com maioria pelo PSD, passou nas últimas eleições autárquicas para as mãos do PS.
Com uma vereação composta por cinco elementos, em 2017, num universo de 5.056 votantes, o PS obteve 40,29% da votação (2.037 votos) e elegeu dois vereadores, o PSD conseguiu 38,67% (1.995 votos) e ficou com o mesmo número de representantes. O CDS assegurou o outro lugar, reunindo 14,20% (718 votos).
O concelho da Ponta do Sol, na parte sul da ilha da Madeira, que ocupa uma superfície de 46,19 quilómetros quadrados, é composto por três freguesias: Ponta do Sol, Canhas e Madalena do Mar, nas quais residem cerca de 8.800 pessoas (Censos 2011).
Já são também conhecidas oficialmente as candidaturas à presidência do município de Gualberto Fernandes (PSD) e Aires Pedro (Iniciativa Liberal).
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