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Correio da Manhã

Política
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Universidade Lusófona divulga docentes que avaliaram Relvas

A Universidade Lusófona divulgou este sábado os nomes dos quatro docentes que avaliaram o ministro Miguel Relvas no ano lectivo 2006/2007, numa reacção à notícia do jornal ‘Expresso’ segundo a qual "três dos quatro professores de Relvas nunca o avaliaram".

7 de Julho de 2012 às 15:46
Miguel Relvas poderá eventualmente processar judicialmente os responsáveis editoriais do semanário
Miguel Relvas poderá eventualmente processar judicialmente os responsáveis editoriais do semanário FOTO: Lusa

Da lista divulgada pela Lusófona apenas um docente coincide com os nomes avançados pelo ‘Expresso', o professor Almeida Tomé, que assumiu ao semanário que teve Miguel Relvas como estudante.

Depois da nota da Lusófona, o gabinete do ministro-Adjunto e dos Assuntos Parlamentares negou, em comunicado, a notícia do ‘Expresso', adiantando que Miguel Relvas poderá eventualmente processar judicialmente os responsáveis editoriais do semanário, bem como a autora da notícia e desafia o jornal a "repor a verdade dos factos e pedir desculpas aos seus leitores".

Segundo o semanário ‘Expresso', "os professores das três cadeiras de Ciência Política exigidas a Miguel Relvas para se licenciar - das quatro que a Universidade Lusófona considerou necessárias para atribuição do diploma - garantiram ao ‘Expresso' que nunca viram o actual ministro-adjunto naquela escola e, claro, também nunca o avaliaram.

Segundo a Universidade Lusófona, Manuel Jerónimo Marques dos Santos, António Joaquim Viana de Almeida Tomé, Paulo Jorge Rabanal da Silva Assunção e António Fernando dos Santos Neves foram os docentes que avaliaram o ministro no ano lectivo de 2006/07.

A Universidade Lusófona refere também que "três dos quatro docentes referidos no ‘Expresso' não leccionaram no ano lectivo 2006/2007 as unidades curriculares em questão, ou leccionaram em turmas que não foram frequentadas por Miguel Relvas".

Contactado pela agência Lusa, o director do ‘Expresso', Ricardo Costa, afirmou que o ministro pode processar o jornal, sublinhando que é "um processo que o ‘Expresso' ganha com um advogado oficioso".

Ricardo Costa disse também que "a mesma universidade que hoje resolve divulgar os nomes dos professores, até ontem dizia por escrito a toda a gente que o nome dos professores era uma questão do foro privado da universidade".

"Se alguém escondeu informação e não ajudou a esclarecer rigorosamente nada neste caso foi a universidade e o próprio ministro", afirmou, adiantando ainda que o processo é divulgado este sábado "graças à investigação do Expresso".

 

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