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Correio da Manhã

Política
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Vencimento de motorista

21 de Agosto de 2011 às 00:30

"Na passada quarta-feira o Correio da Manhã publicou uma notícia, com chamada na primeira página "Secretário de Estado pagava 4 mil euros por mês a motorista".

A notícia evidenciava um caso particular de um motorista, escolha pessoal do Secretário de Estado, com um vencimento superior aos restantes, por determinação do governante. A notícia comparava, ainda, o salário do referido motorista com o de outros motoristas e deputados. A notícia é inteiramente falsa:

1- Para exercer serviço no meu gabinete não contratei qualquer motorista. Mantive os motoristas e trabalhadores administrativos de apoio, existentes no Ministério, que estavam ao serviço dos anteriores Secretários de Estado.

2- Durante os seis anos que estive no governo nunca fixei ou alterei o salário dos motoristas que prestaram serviço no meu gabinete. Nunca os promovi e nunca fixei acesso a contribuições suplementares às que estavam em vigor, aliás como se pode ver nos meus despachos de nomeação, que se encontram publicados. Ou seja, as condições de remuneração dos motoristas do meu gabinete foram as que encontrei quando cheguei ao governo e são semelhantes a todos os motoristas, inclusive aos do actual governo e aos do actual Ministério da Economia, como se pode observar pelos despachos já publicados de nomeação.

3- O salário base bruto do referido motorista é de 1217,50 euros e não de 4157,00 euros, como erradamente avança a notícia. Fica claro que a comparação com o salário base bruto de outro motorista e o salário base bruto dos deputados está naturalmente errada porque compara dados não comparáveis.

Lamento a manipulação grosseira dos factos apresentados na referida notícia bem como a atitude das fontes do jornalista que o induziram a noticiar uma situação particular inexistente.

Bastaria ler os despachos de nomeação do referido motorista, efectuados pelos governos de Durão Barroso, Santana Lopes e José Sócrates e compará-los com os despachos de nomeação de motoristas do actual governo, inclusive os do actual Ministério da Economia, para constatar: que o referido motorista já era titular em vários governos anteriores da mesma função; não foram, por mim, fixadas remunerações adicionais às existentes à data da minha entrada para o governo; as nomeações de motoristas de todos estes governos têm práticas remuneratórias iguais.

Fica portanto claro que a notícia publicada, ao pretender particularizar e evidenciar uma atitude de favorecimento na gestão pública, é falsa e que se mantém em vigor pelo actual governo as mesmas práticas remuneratórias."

Paulo Campos

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