Líder do Chega indicou ainda que haverá mudanças na restante liderança da bancada.
O presidente do Chega, André Ventura, sugeriu esta quarta-feira que o deputado Pedro Pinto deverá manter-se como líder parlamentar do partido na XVII Legislatura e indicou que haverá mudanças na restante liderança da bancada.
"O Chega vai reunir o seu grupo parlamentar. Como eu já vos disse, vamos ter mudanças no grupo parlamentar, isso não quer dizer que mude o líder parlamentar", afirmou André Ventura.
Ventura falava aos jornalistas à entrada para uma reunião do novo Grupo Parlamentar do Chega, composto por 60 deputados, que decorreu na Sala do Senado, na Assembleia da República.
Aproveitando a presença de Pedro Pinto ao seu lado enquanto falava à comunicação social, Ventura assinalou que o deputado "está com bom ar e com energia, o que é um bom sinal para os senhores jornalistas".
O líder do Chega disse também que a eleição da nova liderança da bancada não será feita esta quarta-feira, depois de na segunda-feira ter indicado que o partido iria dar "início ao processo de eleição de uma nova liderança parlamentar".
Pedro Pinto, eleito pelo círculo de Faro, lidera a bancada do Chega desde 2022, quando o partido conseguiu pela primeira vez um grupo parlamentar com 12 deputados.
Nesta legislatura, foram eleitos como 'vices' da bancada parlamentar do Chega os deputados Rui Paulo Sousa, Rita Matias, Jorge Galveias e Marta Silva.
Na ocasião, o líder do Chega falou também sobre a não eleição dos nomes do Chega indicados para vice-presidente da Assembleia da República, Diogo Pacheco de Amorim, e para vice-secretário, Filipe Melo.
André Ventura voltou a responsabilizar PS e PSD pelo resultado, assinalando que havia "um entendimento" para a eleição de toda a Mesa da Assembleia da República, que foi acordado entre si e o líder parlamentar do PSD.
"A AD e o PS falharam aos seus compromissos, não foi o Chega que falhou aos seus compromissos", afirmou, voltando a acusar estes partidos de "traição".
O líder do Chega considerou também que "é bizarro, é ridículo" que esteja "representado o terceiro maior partido na Mesa, e não esteja o segundo maior partido".
André Ventura lamentou também as declarações do líder parlamentar do PSD, Hugo Soares que na terça-feira recusou que tenha sido a sua bancada a impossibilitar a reeleição de Diogo Pacheco de Amorim como vice-presidente do parlamento e sugeriu que possam ter sido os deputados do Chega a não votar no seu colega de bancada, que precisava de mais um boletim para ser eleito.
Esta quarta-feira de manhã, o deputado do Chega admitiu, ao Observador, que "dois ou três deputados" do seu partido possam não ter votado em si, mas considerou que "sete ou oito é impensável".
Questionado se podem ter sido os deputados do Chega a não votar no seu colega de bancada, André Ventura respondeu: "Eu acho que não, eu acho que isso não aconteceu, mas mesmo que isso tivesse acontecido com um, dois ou três não justifica os votos que houve".
O presidente do Chega não adiantou se vai voltar a indicar os mesmos deputados na nova votação que vai acontecer na próxima sessão plenária.
"Eu gostava primeiro de compreender se o PSD e o Partido Socialista vão mudar a sua atitude de responsabilidade ou se vão manter a mesma atitude do bloqueio", afirmou, dizendo que vai fazer esses contactos.
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