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Correio da Manhã

Política
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Versão de Narciso é “pouco credível”

Procurador do Ministério Público quer que o ex-autarca seja condenado a pena suspensa. Já Artur Marques, advogado de defesa, pede a absolvição.
Catarina Gomes Sousa 9 de Janeiro de 2015 às 16:29
Narciso Miranda (ao centro) com os dois advogados de defesa, Artur Marques e Paula Godinho
Narciso Miranda (ao centro) com os dois advogados de defesa, Artur Marques e Paula Godinho FOTO: CMTV

Por ter estado em "profundo silêncio" quase até ao fim do julgamento e por apresentar uma versão "pouco credível", o Ministério Público do Tribunal de Matosinhos pediu ontem a condenação de Narciso Miranda. O ex-autarca está acusado de, enquanto presidente de uma associação de socorros mútuos, adjudicar serviços à AP Gestão, empresa da própria filha, pelos quais foram pagos 17 500 euros.

Esse dinheiro passou depois para uma empresa detida pelo antigo presidente. Porém, pelo facto de bens públicos não terem sido lesados – a mutualista é privada – e por se tratar de um "valor relativamente baixo", que até já foi restituído, o magistrado pediu uma pena suspensa.

Já para o advogado do ex-autarca, este deve ser absolvido de todos os crimes – peculato, abuso de confiança, participação económica em negócio e simulação de furto. "Negócios consigo próprio não são crime", afirmou Artur Marques. "Se não se tratasse de uma figura pública, dificilmente se chegaria a este ponto", adiantou ainda o causídico.

O MP também pediu a condenação de Adriana Miranda e do sócio Paulo Ferreira, que detinham a AP Gestão. Os advogados destes pedem a absolvição. 

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