Barra Cofina

Correio da Manhã

Política
4

VIGÍLIA EM LISBOA PELO TIBETE

Apoiantes da causa tibetana cumprem ao princípio da noite desta segunda-feira uma vigília silenciosa, com a formação de um cordão humano em frente ao Centro Europeu Jean Monnet, em Lisboa, para relembrar a até agora inconsequente resolução adoptada em 2000 pelo Parlamento Europeu em prol do reconhecimento do governo do Tibete no exílio como legítimo representante daquele país e do seu povo.
10 de Março de 2003 às 19:50
Palácio Potala, em Lhasa
Palácio Potala, em Lhasa
A resolução então adoptada estipula que o referido reconhecimento será efectivo a partir do próximo dia 6 de Julho, se até lá o governo chinês mantiver a recusa em dialogar com o Dalai Lama, líder espiritual (e administrativo) do povo tibetano, exilado na Índia. A vigília serve para relembrar aos responsáveis comunitários o compromisso assumido em 2000.

A acção em Lisboa, em frente a uma instituição comunitária, repete a iniciativa de milhares de apoiantes do Tibete que em Estrasburgo (França) se mobilizaram em redor do edifício do Parlamento Europeu. Na capital portuguesa, a vigília silenciosa foi convocada pela Casa da Cultura do Tibete e pelo Grupo de Apoio ao Tibete e decorre das 19h30 até às 20h30.

A data escolhida para este protesto lembra também o massacre de 87 mil tibetanos por soldados chineses nas ruas de Lhasa, capital do Tibete, no dia 10 de Março de 1959, em consequência da insurreição civil contra a invasão chinesa, dez anos antes.
Ver comentários