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Correio da Manhã

Política
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Visita paga promessa

Eleito presidente da Câmara de Lisboa, Carmona Rodrigues foi ontem entusiasticamente recebido pelos funcionários nos Paços do Concelho, onde reiterou a intenção de reunir com todos os vereadores – executivo e oposição –, até ao final do mês, e pagar uma promessa.
11 de Outubro de 2005 às 00:00
Carmona quer ouvir todos e perceber os pontos de convergência e divergência para, depois, formar um executivo. É que apesar de ter ganho a presidência do município,o PSD ficou aquém da maioria, com oito dos 17 vereadores.
“Não vou ter preferência de partido. Vou falar com todos e ver quais se identificam connosco no projecto para a cidade”, afirmou à Lusa.
Felicitado pelos funcionários, foi-no também por alguns vereadores, nomedamente por Pedro Pinto que lhe telefonou. Pedro Pinto foi um dos cinco vereadores que mostraram o seu desacordo ao líder do PSD, Marques Mendes, quando este escolheu apoiar Carmona.
Regressado ao trabalho, o presidente da Câmara – ainda em substituição de Santana Lopes – leu os jornais, onde surge como um dos protagnonistas da noite eleitoral.
Carmona almoçou arroz de lulas, no Wellcome Center, com o presidente da AMBELIS (Agência para a Modernização Económica de Lisboa) e assistiu à missa em homenagem à mãe de Rui Machete, ex-líder do PSD, na Igreja de S. João de Brito.
A tarde foi ainda ocupada com uma visita à Junta de Freguesia de Santa Engrácia, ganha pelos sociais-democratas à CDU. Um passeio simbólico que pretendeu cumprir um acto igualmente simbólico, pagar uma promessa; Carmona prometeu que se ganhasse a presidência visitaria aquela junta. Escolheu Santa Engrácia porque foi lá que participou na sua primeira acção política, durante a campanha de eleição de Santana Lopes. Era então “um ilustre desconhecido”, lembra.
Eleito presidente, Carmona quer ainda, até ao fim do mês, fechar as contas da campanha. A tomada de posse deverá aconteceu no princípio de Novembro.
EXECUTIVO NUM MÊS
Dentro de um mês o novo executivo de Lisboa deverá tomar posse. O presidente será o mesmo, embora eleito pelos munícipes. Já a vereação sofrerá profundas alterações, uma vez que dos candidatos eleitos pelo PSD, oito no total, só António Proa e Carmona se manterão. Assim, os sociais-democratas continuarão com oito vereadores e o CDS-PP também manterá um vereador. Já o PS elegeu cinco, (mais um do que actualmente) e a CDU dois (menos dois).
O Bloco de Esquerda far-se-á representar pela primeira vez, com um vereador.
DIREITA TEM NOVE
O PSD elegeu Carmona Rodrigues, Fontão de Carvalho, Marina Ferreira, Pedro Feist, Gabriela Seara, António Proa, José Amaral Lopes e Sérgio Lipari. O PS elegeu Manuel Maria Carrilho, Nuno Gaioso Ribeiro, Natalina Moura, João Matias e Dias Baptista.
ACDU elegeu Ruben de Carvalho e Rita Magrinho. O Bloco de Esquerda elegeu José Sá Fernandes e o CDS-PP Maria José Nogueira Pinto. Assim, a direita totaliza nove vereadores e a esquerda oito. Refira-se que na lista do PS, Gaioso Ribeiro ainda não decidiu se assume o lugar.
ESCOLHEU TURISMO
Carmona Rodrigues anunciou durante a campanha que ficará com pelouro do Turismo. mas espera-se ainda que mantenha o Plano Director Municipal (PDM). Fontão de Carvalho, número dois, deverá assumir as Finanças, pelouro que já teve no executivo de João Soares e readquiriu quando foi nomeado por Carmona – durante o período em que Santana foi 1.º ministro. E José Amaral Lopes (sétimo) deverá assumir a Cultura, uma vez que foi secretário de Estado de Pedro Roseta, ministro da Cultura no Governo de Durão Barroso.
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