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Correio da Manhã

Política
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VITALINO QUESTIONA GOVERNO SOBRE CORTES FEITOS NA GNR

O Partido Socialista exige a presença no Parlamento do ministro da Administração Interna, Figueiredo Lopes, para que justifique “a situação de dúvida“ que se vive na GNR e que tem “óbvias repercussões nas condições de prestação de um serviço essencial para a segurança dos cidadãos”.
16 de Setembro de 2002 às 21:29
O documento, que chegou a Mota Amaral, presidente da Assembleia da República, no dia 13, surge após as notícias do Correio da Manhã onde foram tornados públicos os problemas que atingem esta força militar de segurança, designadamete os atrasos nas promoções, além do cancelamento da incorporação de 1100 novos elementos da GNR.

Esta incorporação foi anulada e não foi avançada nenhuma data para que se possa concretizar, o que criou problemas no patrulhamento em particular nas brigadas n.º 4 e n.º 5.

Semana de campo

De acordo com o requerimento assinado pelo deputado Vitalino Canas, são pedidos esclarecimentos relativos à “suspensão ou cancelamento do curso de formação”, e “em caso afirmativo” como tenciona o MAI garantir a necessária reposição de efectivos e o anunciado reforço de patrulhamento nas ruas?”

No mesmo documento, o parlamentar socialista quer ver esclarecidas as questões das promoções e saber se estão ou “ainda em curso” e em caso negativo “se isso de deve a restrições orçamentais impostas a esta força de segurança” e “quando tenciona o MAI regularizar a situação, em cumprimento da lei?”. E sem esquecer a questão das transferências, que Vitalino Canas quer saber se estão ou não associadas às promoções.

Dentro da GNR começa a surgir entretanto alguma contestação a medidas de natureza militar, consideradas pouco consentâneas com a missão policial. Uma delas é a ideia do lançamento de uma semana de campo, em Santa Margarida, destinada a futuras incorporações de jovens sem instrução militar.

Sargentos esperam resposta do MAI

A Associação de Sargentos da GNR ainda não foi recebida pelo Ministério da Administração Interna, não obstante as solicitações que têm sido endereçadas ao titular da pasta, Figueiredo Lopes.

“É uma situação que ainda não percebemos, tanto mais que não obtivemos qualquer resposta sobre as solicitações”, interroga-se José O’Neil. No entanto, a associação representa os cerca de 2500 sargentos que constituem o efectivo da GNR.

“Nós próprios estamos a ser atingidos pela questão das promoções: temos 667 homens à espera, que não sabem o vai ser o seu futuro.” É que em causa surge também a questão das transferências, geralmente associadas às promoções.

“Programamos a nossa vida de acordo com as zonas onde estamos em serviço, mas não podemos de um momento para o outro ser deslocados, só porque as promoções não corresponderam ao período aprazado. É preciso ter isso em conta”, sustenta o dirigente, para quem uma audiência com Figueiredo Lopes é essencial.
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