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Correio da Manhã

Política
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Vitorino Silva diz que a democracia "também precisa de uma vacina"

Apertos de mão tiveram de ser substituídos por cotoveladas, acompanhadas por palavras de apoio ao candidato que disse estar contra "os tubarões".
Lusa 12 de Janeiro de 2021 às 20:35
O candidato presidencial Vitorino Silva visitou esta terça-feira um rancho folclórico no concelho da Amadora e, entre cumprimentos de cotovelo e fotografias com a população, considerou que "a democracia também precisa de uma vacina".

"A democracia também precisa de uma vacina e é preciso que o povo vacine a democracia", respondeu Vitorino Silva a uma mulher que o interpelou sobre haver "muita gente agora que esqueceu que existiu uma ditadura" e que planeia votar em "candidatos que são uns nazis".

O também dirigente do RIR (Reagir, Incluir e Reciclar) visitou a Associação Rancho Folclórico "Dançar é Viver", no concelho da Amadora, no distrito de Lisboa, para cumprir uma promessa que fez há cinco anos, aquando da primeira candidatura a Belém.

Questionado pelos jornalistas sobre a "vacinação" para a democracia, que recomendou para combater algumas figuras políticas portuguesas que a estão a 'contagiar', o candidato disse que o problema está nas ideologias.

"Eu gosto de todas as pessoas. Agora, eu não gosto das ideologias que algumas pessoas têm", respondeu, aludindo, mais uma vez, às pedras que levou para o debate com o adversário André Ventura - que é também o presidente e deputado único do Chega na Assembleia da República, partido associado à extrema-direita.

O candidato mostrou-se contente pelo modo como foi acolhido pela população que estava nas imediações desta associação. Em frente, um grupo de crianças de uma creche foi até à janela acenar a "Tino de Rans".

"É o Tininho", dizia o candidato às pessoas que passavam e que, apesar de não o reconhecerem imediatamente, pediam para tirar uma fotografia, todos de máscara.

Apertos de mão tiveram de ser substituídos por cotoveladas, acompanhadas por palavras de apoio ao candidato que disse estar contra "os tubarões".

No final desta ação de campanha não faltou um lanche, com apenas cinco pessoas por causa das restrições sanitárias, com um copo de vinho do Porto.

As eleições presidenciais, que se realizam em plena epidemia de covid-19 em Portugal, estão marcadas para 24 de janeiro e esta é a 10.ª vez que os portugueses são chamados a escolher o Presidente da República em democracia, desde 1976.

A campanha eleitoral começou no dia 10 e termina em 22 de janeiro. Concorrem às eleições sete candidatos, Marisa Matias (apoiada pelo Bloco de Esquerda), Marcelo Rebelo de Sousa (PSD e CDS/PP) Tiago Mayan Gonçalves (Iniciativa Liberal), André Ventura (Chega), Vitorino Silva, mais conhecido por Tino de Rans, João Ferreira (PCP e PEV) e a militante do PS Ana Gomes (PAN e Livre).

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