16 anos e três meses de prisão para cuidador acusado de matar e ocultar corpo de idoso
Homem estava em prisão preventiva desde o ano passado.
Foi condenado a 16 anos e três meses de prisão o cuidador acusado de matar e ocultar o corpo de António Amaral, de 85 anos. Em causa estão os crimes de homicídio qualificado por omissão e profanação de cadáver, de acordo com o acórdão conhecido esta quinta-feira. O homem estava em prisão preventiva desde o ano passado.
Na versão que apresentou ao Coletivo de juízes, Salah Mammeri responsabilizou a enteada, de apenas 13 anos, de ter exercido pressão para ajudar na ocultação do cadáver. "Disse que se eu não ajudasse a mãe, que ia lá ela e fazia o trabalho, mas ela só tinha 13 anos", desculpou-se. Segundo a acusação do Ministério Público, a menor, filha de Sandra Matias, ajudou a mãe e o padrasto a arrastarem o corpo até ao pinhal e a lançarem-no para a cova. Salah relatou ao Coletivo que a menor também ajudou a carregar o corpo desde o primeiro andar do prédio onde viviam, em Apúlia, até ao carro, numa caixa de plástico que tinham comprado. Disse ainda que a menina, a mando da mãe, derramou soda cáustica sobre o corpo do idoso.
O homem, de nacionalidade argelina, foi detido pela Polícia Judiciária de Braga a 23 de janeiro do ano passado, cerca de um mês e meio após o homicídio do idoso, que terá ocorrido no dia 10 de dezembro de 2024. O arguido referiu às autoridades que durante esse período cuidou sozinho de outros três idosos que estavam acolhidos em sua casa, já que a mulher, Sandra, "não tinha força" para o ajudar. "No dia 17 de janeiro, a Sandra desapareceu de vez", disse, admitindo que a mulher "tinha medo de ir para a cadeia".
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