Socorristas do INEM agredidos

Uma família de Abrantes acusa o INEM de atraso no socorro a um homem de 75 anos, que acabou por morrer a caminho do hospital, sexta-feira à noite. Os ânimos exaltaram-se e as equipas de socorro foram agredidas.

20 de abril de 2008 às 00:30
Socorristas do INEM agredidos Foto: D.R.
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Francisco Candeias estava sentado num banco em frente à sua casa, em Vale de Rãs, quando sofreu um ataque cardíaco. Segundo familiares "foram feitas várias chamadas para o 112", mas o socorro "só chegou hora e meia depois". Nessa altura, já os ânimos estavam demasiado exaltados.

A equipa dos Bombeiros Municipais de Abrantes foi a primeira a enfrentar a fúria dos populares. "Foram mal recebidos e partiram-lhes um monitor" conta António Jesus, comandante da corporação, esclarecendo que os seus homens estavam no local da ocorrência "seis minutos depois do alerta".

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De seguida, chegou a Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER) e o ambiente piorou. "O médico foi agredido a pontapé e o equipamento ficou danificado", disse ao CM o porta-voz do INEM.

Francisco Candeias seguiu para o Hospital de Abrantes ainda com vida, mas acabou por morrer. Enquanto esperavam por notícias sobre a evolução do seu estado de saúde, concentraram-se no hospital "entre 60 a 70 familiares e amigos" da vítima e foi necessária a intervenção da PSP.

A família não escondia a revolta: "Se o INEM tivesse chegado a tempo, o meu avô podia estar vivo", diz Manuel Inácio, um dos netos. O jovem alega ainda que "não houve agressões, mas apenas uns empurrões".

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O INEMnega o atraso: "A chamada chegou às 18h44 e às 18h45 estavam accionados os meios", diz o porta-voz. Quinze minutos depois, estavam a ser reportadas as agressões no local da ocorrência. Em comunicado, o INEM refere ainda agressões de que foram vítimas bombeiros e técnicos de saúde em Montemor-o-Novo, atacados por populares durante uma acção de socorro.

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