Assassinada a tiro ao defender prima
Homicida pensava que a namorada tinha novo interesse amoroso.
Ao ouvir os gritos da prima Marta no interior da pastelaria, no Pinhão, em Alijó, Joana Nogueira, que estava na cave, subiu para o estabelecimento. Viu Manuel Monteiro, de 31 anos, a falar com a jovem e a pedir que voltasse atrás na intenção de terminar o namoro. Joana, de 23 anos, disse que ia chamar a polícia e Manuel pegou numa pistola 6,35 mm, matando-a com um tiro na cara. Marta foi também atingida na cara e no pescoço, mas sobreviveu.
O caso foi em abril deste ano e Manuel está agora acusado de dois crimes de homicídio, um deles na forma tentada. Responde ainda por detenção de arma proibida.
"Não conformado com o fim da relação que mantinha com a sua companheira, que terminara dias antes por iniciativa desta, dirigiu-se à pastelaria onde a mesma trabalhava, insistindo exaltadamente em falar com ela, apesar das suas recusas", lê-se na acusação, que diz ainda que os pais de Marta – que não fala nem anda, após lesões resultantes do crime – também não aceitavam o namoro. Na noite anterior ao crime, a jovem, de 21 anos, decidiu ir dormir a casa dos pais em São João da Pesqueira. Manuel – que está preso – soube que a jovem não dormiu na moradia que partilhava com a prima no Pinhão e convenceu-se de que tinha sido traído com outro homem.
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