Máquinas chegam à ilha das Ratas

Cinco famílias, num total de 16 pessoas, vivem no ilhote e não têm para onde ir, caso as habitações que ocupam sejam demolidas hoje, como está previsto.

20 de janeiro de 2015 às 14:42
Foto: Luís Costa
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As demolições de casas na ilha das Ratas, na ria Formosa, arrancaram ontem à tarde. Hoje devem continuar e, se tudo correr como está previsto, o pequeno ilhote, em frente a Olhão, deve ficar ‘limpo’ de construções até ao fim do dia, apesar de cinco famílias – num total de 16 pessoas – ainda residirem no local.

"Isto não devia acontecer, não deviam demolir as casas sem termos para onde ir", lamentava Carla José, uma das residentes no ilhote, que não tem para onde ir, caso a habitação seja demolida.

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Como ela, que tem um filho de 6 anos, estão mais quatro famílias, uma das quais, de origem romena, com três filhos menores – de 1, 7 e 15 anos. "Comprei a casa há 13 anos, quando vim para Portugal, sempre vivi aqui, sou mariscador, não tenho para onde ir, o que vou fazer?", pergunta Boti Stefan. Já contactaram a Câmara de Olhão, mas a autarquia disse-lhes que não tem uma solução para o realojamento.

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Indiferentes a isto, os trabalhadores ao serviço do Programa Polis começaram ontem a recolher o recheio de algumas casas. Depois, iniciaram as demolições, já depois do pôr do sol. As casas ocupadas não foram afetadas mas, apesar do Polis não divulgar o calendário para as demolições, aos residentes os trabalhadores disseram que "hoje fica tudo limpo".

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