Autoridades negam descoordenação no caso de Pedro Dias
Homicida de Aguiar da Beira está em fuga há 10 dias.
A ministra da Justiça, o diretor nacional da Polícia Judiciária e o comandante operacional da GNR negaram hoje qualquer descoordenação das forças envolvidas na operação, para capturar o homicida de Aguiar da Beira.
"Não há nenhum problema de descoordenação no que diz respeito a essa operação", disse a ministra da Justiça, Francisca Van Dunem, em declarações aos jornalistas, no final da cerimónia do 71.º aniversário da Polícia Judiciária (PJ).
Esta garantia foi subscrita pelo diretor nacional da PJ, Almeida Rodrigues, pelo Comandante Operacional da GNR, Rui Moura, e pela secretária-geral do Sistema de Segurança Interna, Helena Fazenda, que sublinhou terem sido acionados, desde o início deste caso, "mecanismos de articulação e cooperação".
"Essa articulação é real, concreta e diária", assegurou Helena Fazenda, a propósito da operação para localizar e deter o suspeito e fugitivo Pedro Dias.
O homem procurado é suspeito de matar um militar e um civil, em Aguiar da Beira, distrito da Guarda, além de ter causado ferimentos a outras duas pessoas, uma delas também militar da GNR, e tem sido procurado pela GNR e pela Polícia Judiciária desde o dia 11, data dos primeiros acontecimentos.
Na fuga, o homem terá sido já localizado em Arouca, distrito de Aveiro, de onde será natural, e na zona de São Pedro do Sul, onde um militar da GNR se terá baleado a si próprio.
No domingo, uma patrulha da GNR também terá localizado o suspeito, em Vila Real, mas o homem acabou por conseguir novamente fugir.
Na segunda-feira, ao final da tarde, junto à aldeia de Carro Queimado, foi encontrada a viatura que o homem terá roubado em Arouca para se deslocar até Vila Real.
Em Arouca, o homem terá sequestrado duas pessoas, causando-lhes igualmente alguns ferimentos.
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