Arrestados milhões a autarca e gestor

Presidente da Câmara de Vila Verde e dono de escola detidos por negócios suspeitos.

16 de fevereiro de 2017 às 08:25
António Vilela, presidente da câmara de Vila Verde à saída da Polícia Judiciária de Braga Foto: CMTV
António Vilela, presidente da Câmara de Vila Verde Foto: Nuno Fernandes Veiga
António Vilela, presidente da Câmara de Vila Verde Foto: Nuno Fernandes Veiga
António Vilela, presidente da Câmara de Vila Verde Foto: Nuno Fernandes Veiga
António Vilela, presidente da Câmara de Vila Verde Foto: Nuno Fernandes Veiga
António Vilela, presidente da Câmara de Vila Verde Foto: Nuno Fernandes Veiga

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O Ministério Público arrestou esta quarta-feira três milhões de euros em contas bancárias e aplicações financeiras, entre outros bens, ao presidente da Câmara de Vila Verde, António Vilela, e ao proprietário da Escola Profissional Amar Terra Verde, João Luís Nogueira.

Os dois arguidos, suspeitos de corrupção, prevaricação, participação económica em negócio e abuso de poder foram, ontem à tarde, ouvidos em primeiro interrogatório judicial, depois de terem sido detidos, na véspera, pela Polícia Judiciária de Braga.

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Ambos negaram ter praticado qualquer crime. Saíram em liberdade, mas proibidos de contactos entre si, com o deputado Rui Silva (PSD) e com qualquer funcionário da escola. Estão ainda proibidos de sair do País sem autorização. O advogado da Câmara de Vila Verde garante que o edil vai manter-se "naturalmente" em funções.

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Em causa estão negócios ligados ao estacionamento em Vila Verde – à superfície e nos parques subterrâneos – mas sobretudo à venda de 51% da escola profissional, cujo concurso terá sido feito à medida para que João Luís Nogueira vencesse. A proposta aprovada pelo júri do concurso levantou suspeitas. Foi vencido por uma empresa criada dias antes de apresentar a candidatura, com um capital social de 1500 euros.

A empresa pediu um empréstimo de meio milhão de euros à Caixa Agrícola, que teve como avalista o presidente do júri do concurso, a quem cabia escolher a proposta mais vantajosa para a venda da quota maioritária da escola.

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