Mundial de futebol serve para estimular idosos
Método proposto pretende que os utentes fiquem motivados a lutar contra as doenças.
Juntar uma mente sã a um corpo são. É este o ponto de partida do Centro de Dia Laços do Quotidiano e da Associação de Apoio a Doentes Oncológicos, em Matosinhos, que criaram iniciativas com ligação ao desporto e à dança. A primeira aproveitou até o Mundial de futebol do próximo ano para estimular os seus utentes.
"Vivemos num país que gosta imenso de futebol e sendo a nossa Seleção campeã europeia, e em processo de qualificação para o Mundial, tirou-se partido dessa analogia, pretendendo com isso criar-se um espírito de grupo e de entreajuda", disse o diretor técnico Francisco Vieira, ex-futebolista do Leixões e do Nacional da Madeira.
No centro de dia foi criada uma equipa fictícia de futebol, com utentes entre os 65 e os 86 anos, que tem como objetivo ‘apurar-se’ para o Mundial de 2018, que neste caso é o seu bem-estar físico e psicológico.
Na equipa misturam-se doenças motoras e do foro mental e a intenção é que os sete ‘futebolistas’ cheguem ao golo, ou seja, que impeçam que as doenças ganhem terreno.
"Temos um antigo carpinteiro cuja habilidade foi transportada para fazer as linhas do campo. Há uma senhora que toda a vida fez bordados, que surge para o rendilhado da tática, outro que se sente muito bem fisicamente, mas está com Alzheimer, e que ‘joga’ a extremo direito", descreveu Francisco Vieira. Há treinos bidiários e "todos aderem muito bem" aos exercícios de destreza e mobilidade.
Já a Associação de Apoio ao Doente com Cancro criou um projeto de dança que tem sido um sucesso. Os 20 utentes dançam durante uma hora e exercitam a mente.
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