Armindo é julgado com homicidas da tia

Tribunal de Guimarães julga três acusados pelo mesmo homicídio, mas com acusações distintas.

23 de outubro de 2017 às 08:40
Armindo Castro, homicidio, tia, Guimarães, crime Foto: CMTV
Armindo Castro Foto: Nuno Fernandes Veiga
Armindo Castro, homicídio Foto: Eduardo Martins
Armindo Castro, condenado, homicício, libertado Foto: CMTV

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É um julgamento inédito em Portugal. Pela primeira vez três pessoas vão ser julgadas pelo mesmo crime - no caso um homicídio - mas com acusações distintas e processos separados. Armindo Castro, que foi condenado a 12 anos de cadeia pela morte da tia Odete Castro, em março de 2012, está acusado de homicídio, por razões passionais. Já Artur Gomes, que confessou o crime de Joane, e a companheira, Júlia Lobo, enfrentam uma acusação de homicídio, mas por motivos de dinheiro.

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"O que faz deste um julgamento singular é o facto de o Ministério Público já ter assumido e escrito que o Armindo foi acusado erradamente, mas por não haver outra forma legal de o libertar da pena a que foi condenado, tem de voltar a ser julgado, mas agora em simultâneo com o homicida confesso e a companheira", explicou ao CM Paulo Gomes, advogado de defesa do estudante de Fafe.

Este julgamento que arranca amanhã no Tribunal de Guimarães pode colocar um ponto final no longo processo que levou Armindo Castro a ser condenado a 20 anos de prisão pelo Tribunal de Famalicão, em 2013, pela morte da tia. Viu depois o Tribunal da Relação reduzir a pena para 12 anos e viria a ser libertado quando Artur Gomes confessou ter sido o autor da morte de Odete Castro, em Joane, a 29 de março de 2012, juntamente com a companheira Júlia Lobo.

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Quando foi libertado, em 2014, Armindo Castro confessou, em entrevista ao CM, que nunca se sentirá totalmente livre depois de ter passado dois penosos anos na prisão.

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