Vandalismo ameaça encerrar clube de Leiria

Garrafas com dejetos foram lançadas para os campos do Clube da Escola de Ténis de Leiria.

29 de novembro de 2017 às 09:43
Joaquim Dias, presidente do clube, renunciou ao mandato Foto: Direitos Reservados
Garrafas com excrementos atiradas para os campos Foto: Direitos Reservados

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Há meses que se repetem casos de vandalismo nos campos do Clube da Escola de Ténis de Leiria, mas nos últimos tempos a situação tem ganhado contornos mais críticos: à noite, são atiradas garrafas com dejetos suínos para o complexo enquanto os jovens atletas praticam. O último caso foi no domingo e os vândalos fugiram após terem atirado as garrafas.

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O presidente do Clube da Escola de Ténis de Leiria, Joaquim Dias, considera que já não estão reunidas condições de segurança para a prática desportiva e na quarta-feira, 22, apresentou a renúncia ao mandato.

Embora os responsáveis pelos atos de vandalismo ainda não tenham sido identificados, há meses que o espaço está no centro de um diferendo entre o antigo proprietário e a câmara.

"De há três meses para cá, as ações de vandalismo têm sido de tal ordem que já vamos em 21 ocorrências [na PSP]", disse Joaquim Dias. "Na terça-feira, [21], em plena aula, um dos alunos só por mero acaso não foi atingido por um objeto lançado de fora do complexo", disse.

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O caso remonta a 2003, quando a autarquia adquiriu o terreno a Arlindo Moniz. O proprietário sente-se lesado no negócio e, no início do ano, reclamou à câmara dois milhões de euros de compensação. As sucessivas rondas de negociações não conseguiram levar o caso a bom porto devido à "pouca-vergonha dos políticos", garantiu Arlindo Moniz ao CM.

Entretanto, os protestos foram-se tornando cada vez mais agressivos, desde bloqueios à entrada do complexo com troncos à passagem de redes nos campos para impedir a atividade do clube.

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