Idosa deixa 134 mil euros aos bombeiros

Dinheiro permitiu pagar mais de metade das dívidas.

09 de dezembro de 2017 às 09:42
herança, Bombeiros Voluntários de Silves, André Gonçalves, Santa Casa da Misericórdia de Silves, Ivone Borges Coelho, S. Bartolomeu de Messines, António Nunes Foto: Pedro Noel da Luz
herança, Bombeiros Voluntários de Silves, André Gonçalves, Santa Casa da Misericórdia de Silves, Ivone Borges Coelho, S. Bartolomeu de Messines, António Nunes Foto: Pedro Noel da Luz

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Uma idosa deixou uma herança de 134 mil euros aos Bombeiros Voluntários de Silves, o que permitiu pagar mais de metade da dívida da associação, que enfrentava sérias dificuldades financeiras.

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"Foi um balão de oxigénio, sem dúvida", realça André Gonçalves, diretor administrativo.

Foi em outubro que os bombeiros foram informados da herança deixada por Ivone Borges Coelho, de 90 anos, natural de S. Bartolomeu de Messines, e que se encontrava no lar da Santa Casa da Misericórdia de Silves.

"Quando precisava, ela recorria aos bombeiros para a transportarem e achou por bem ser benemérita da associação", refere André Gonçalves.

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A atual direção dos bombeiros, que tomou posse em janeiro deste ano, encontrou dívidas de "216 mil euros", incluindo "40 mil por pagar aos bombeiros por serviços extraordinários". Atualmente, a dívida "ronda os 30 mil euros".

António Nunes tomou posse como novo comandante

"Já conseguimos o retorno de alguns bombeiros, passando a contar com cerca de 70 operacionais", referiu ao CM António Nunes, de 55 anos, que tomou ontem posse como comandante dos Bombeiros de Silves. Destaca ainda o esforço que está a ser feito no reforço dos meios materiais, com a entrada em funcionamento de duas novas ambulâncias, que estavam avariadas há anos, e com a aquisição de novos equipamentos.

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PORMENORES

Contas em ordem

A direção dos bombeiros revela que, além da herança da idosa, obteve outros apoios e reduziu as despesas mensais. Conseguiu ainda que um hospital pagasse 50 mil euros que devia pelo transporte de doentes.

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Ambulâncias reparadas

Duas ambulâncias estiveram paradas três anos por falta de verba para reparação. "Foi agora possível resgatar essas ambulâncias", diz André Gonçalves, adiantando que foram investidos "20 mil euros". Outra medida tomada foi a reabertura da secção de Alcantarilha.

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