Carteiro usa giro para atear fogos
Relação de Coimbra agrava pena de seis anos e meio para nove e meio.
Um carteiro de 56 anos que foi condenado pelo Tribunal de Trancoso a seis anos e meio de prisão por crimes de incêndio florestal, quando fazia o giro, viu agora o Tribunal da Relação de Coimbra agravar-lhe a pena para nove anos e meio de prisão.
O arguido foi detido pela Polícia Judiciária da Guarda em agosto de 2016 por suspeita de ter ateado, durante vários anos, incêndios florestais quando fazia a ronda pelas aldeias para entregar a correspondência.
Usava um artefacto feito pelo próprio, que depois lançava da carrinha para atear as chamas. Um dos maiores incêndios que ateou consumiu 1300 hectares de área, habitações, explorações agrícolas e animais.
Durante o combate às chamas três bombeiros ficaram feridos devido ao rebentamento de botijas de gás. No tribunal de primeira instância foi condenado a seis anos e meio de prisão por cinco crimes de incêndio florestal, cinco de dano e três de ofensa à integridade física.
O Ministério Público recorreu e a Relação de Coimbra agravou agora a pena para nove anos e meio.
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