Mãe de jovem que morreu no Meco diz que “a tristeza não acaba”
Há 4 anos, seis jovens perderam a vida na tragédia.
Passados quatro anos, as lágrimas continuam a cair nos rostos dos pais dos jovens que morreram na madrugada de 15 de dezembro de 2013 levados por uma onda na praia do Meco, em Sesimbra.
"A tristeza não acaba mais. Esta época de Natal é terrível. Tudo nos faz lembrar esta tragédia", lamenta Fernanda Cristóvão, mãe de Catarina Soares, uma das seis jovens que morreu afogada.
Ontem os pais das vítimas colocaram seis estrelas em acrílico junto à Universidade Lusófona. "A Câmara de Lisboa deu- -nos autorização para colocar a estrela junto ao local onde estudaram os nossos filhos", disse, por sua vez, António Soares, pai de Catarina.
Os pais ainda aguardam a resposta do Tribunal Europeu dos Direitos do Homem a quem recorreram depois de terem conhecimento de que o processo que investigava a morte dos estudantes tinha sido arquivado. Os pais sempre defenderam que João Miguel Gouveia, único sobrevivente da tragédia, esconde a verdade sobre o que aconteceu na praia.
Os pais acreditam que os filhos foram sujeitos a uma praxe na praia e acabaram arrastados pelo mar.
PORMENORES
Missa pelas vítimas
Hoje, pelas 15h00, é celebrada uma missa em memória das seis vítimas na Igreja de Alfarim, em Sesimbra. Os pais fazem questão de lembrar os filhos todos os anos. Os jovens participavam num fim de semana da comissão de praxe.
Recebidos pelo Papa
Os pais das vítimas do Meco chegaram a ser recebidos pelo Papa Francisco, no Vaticano. Recorde-se que o procurador Moreira da Silva, magistrado que liderou o caso, processou os pais das vítimas por difamação devido a críticas.
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