Aldeias ainda sem sinal após fogos de outubro

Dois meses depois dos incêndios, não há telecomunicações.

27 de dezembro de 2017 às 08:43
Populações queixam-se há dois meses da falta de telecomunicações e de TV Foto: CMTV
Oliveira do Hospital, incêndios Foto: Mariline Alves
Oliveira do Hospital, incêndios Foto: Mariline Alves
Oliveira do Hospital, incêndios Foto: Mariline Alves
Incêndio em Seia Foto: Rui Miguel Pedrosa
Incêndio em Seia Foto: Rui Miguel Pedrosa
Incêndio em Gouveia Foto: Reuters
Incêndio, Gouveia, Serra da Estrela Foto: LUSA

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Mais de dois meses depois dos fogos de outubro, são ainda muitos os lugares sem telecomunicações nos concelhos de Oliveira do Hospital, Seia e Gouveia.

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Na ausência de resposta, por parte da MEO, muitos optaram por mudar de operadora, para voltar a ter telefone e televisão.

Em Torrozelo, Seia, Fernanda Sousa mudou de operadora. Face à ausência de comunicações, a sua mãe, de 86 anos, teve de deixar o conforto do lar e ir para a casa da filha. "Ela não queria, mas nem televisão tem. Como é que eu estava descansada com uma pessoa da idade dela sem telefone", lamenta. "É uma falta de respeito", acusa Maria Perpétua Lucas, dona de uma residencial, que sente as quebras. "Esta era uma altura de reservas, muitas feitas pela net. Estou sem internet, telefone fixo e sem telemóvel. Televisão já temos, mas é por satélite", diz, inconformada, a empresária.

Sem comunicações na Freguesia de Torrozelo e Folhadosa, as dificuldades são "ao nível do levantamento dos prejuízos do fogo e no preenchimento dos apoios", lamenta o autarca Miguel Sousa, que se sente "isolado e abandonado".

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Tempestade Ana

Em Alvaiázere, Leiria, cerca de uma dezena de moradores de Pussos estão sem telecomunicações desde a tempestade ‘Ana’. A queda de uma árvore "destruiu a caixa de derivação de sinal", diz António Santos, que contactou a MEO, que não avança data para repor o sinal.

MEO assume falhas

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A operadora sublinha que estão "800 técnicos, 7 dias por semana, envolvidos na reconstrução de traçados aéreos extensos, onde não existe alternativa". "É reconstruir o que demorou décadas", justifica a MEO.

Associação de vítimas tem vindo a denunciar situação

A Associação das Vítimas do Maior Incêndio de Sempre em Portugal há muito que tem vindo alertar para esta situação que, na opinião de Luís Lagos, deixa toda a região "ainda mais isolada". O presidente da associação pondera mesmo avançar com uma ação contra a operadora, "que se tem portado muito mal e demonstrado uma total falta de respeito". Luís Lagos lembra que para além dos particulares, são prejudicados também os empresários.

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