Atirada para ravina por recusar cigarro
Susana Gomes, de 37 anos, bateu com a cabeça numa pedra em Santa Maria da Feira.
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A recusa em dar um cigarro a um vizinho esteve na origem da morte de Susana Gomes, de 37 anos.
Arguido e vítima iniciaram uma discussão, a 10 de abril do ano passado. Susana estava alcoolizada e desferiu pontapés e socos em Carlos Pinto, que agarrou a mulher e atirou-a para uma ravina com 1,40 metros de declive, na rua Ribeiras do Cáster, em Santa Maria da Feira. A vítima bateu com a cabeça numa pedra e morreu dois dias depois.
Carlos começa a ser julgado na quarta-feira. Está acusado de ofensas à integridade física agravadas pelo resultado e ainda omissão de auxílio, uma vez que abandonou a vítima prostrada, sem socorro.
"Sabia o arguido que ao projetar o corpo de Susana- que se encontrava embriagada e, por via disso, com equilíbrio diminuído e sem capacidade de reação - para um declive onde existiam inúmeras pedras no chão, existia uma séria probabilidade de a mesma embater com a cabeça numa dessas pedras", refere a acusação do Ministério Público - que dá conta de que Susana tinha uma taxa de 4,8 g/l de álcool no sangue.
O processo revela que Susana se dirigiu à porta do prédio onde vivia para dar um cigarro à sobrinha. Carlos pediu-lhe também tabaco, mas a mulher recusou e foi nessa altura que ambos iniciaram uma violenta discussão. Depois, a sobrinha de Susana auxiliou-a e chamou os meios de socorro. O arguido, que era emigrante em França e estava de férias, encontra-se em prisão domiciliária.
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